Verão: Cães podem morrer de calor, saiba o que fazer | Boqnews
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Foto: Divulgação
27 de dezembro de 2022

Verão: Cães podem morrer de calor, saiba o que fazer

No último dia 21, no Brasil, chegou o verão e com ele, as altas temperaturas. Com isso, os cães podem, literalmente, morrer de calor.

Segundo Camilli Chamone, geneticista, consultora em bem-estar e comportamento canino e criadora da metodologia neuro compatível de educação para cães no Brasil, a maior parte dos donos de cachorros se preocupa com o inverno e se o peludo está passando frio, mas é o calor que merece atenção.

“Os cães regulam a temperatura do corpo através da respiração. Eles respiram para eliminar ar quente de dentro do organismo e inspirar ar frio. Porém, dependendo do calor, isso é impossível, pois o ar externo já está muito quente e eles não conseguem resfriar seu próprio corpo”, detalha.

Sendo assim, o cuidado precisa ser ainda maior com raças de focinho achatado, como pug, buldogues (francês e inglês), shitzu, lhasa apso e boxer.

Portanto, esses cães têm ainda mais dificuldade em regular a temperatura do próprio corpo e podem fazer um quadro de hipertermia em poucos minutos.

 

Sinais de alerta

Segundo Chamone, o primeiro sinal de alerta em altas temperaturas é o animal ficar muito ofegante, com a língua para fora de forma intensa.

Dessa forma, o quadro de hipertermia (aumento da temperatura do corpo) se agrava progressivamente quando a língua muda de cor, passando de rosa para tons arroxeados.

“Se o roxo se intensifica, a situação está piorando, com exceção para as raças chow chow e sharpei, pois a língua desses cães já é naturalmente roxa”, complementa Chamone.

Além disso, depois vem outros sintomas, como engasgo, vômito, diarreia e desmaio.

“Neste cenário, o peludo não consegue mais regular a temperatura do corpo sozinho, e seus órgãos literalmente passam a cozinhar por dentro”, alerta a consultora.

 

Ações

Desse modo, para evitar o quadro de hipertermia, Chamone traz recomendações importantes:

1- Evitar passeio entre 10 e 16 horas

“Por serem os horários mais abafados, o asfalto pode até queimar as patas. Ainda assim, não deixe de passear com ele no verão (e em nenhuma outra época do ano). O ideal é ir bem cedinho, ao amanhecer”, reforça.

2- Deixar a água sempre fresca, em potes

“O cachorro precisa submergir a língua na água para matar a sede; por isso a água é à vontade, em potes largos e de fácil acesso, jamais em bebedouros conta-gotas”.

3- Evitar tosas

“O pelo é um isolante térmico, tanto do frio como do calor. A tosa tira essa proteção natural e só traz ainda mais calor ao animal. Se quer diminuir os pelos, o ideal é aparar com uma tesoura, sem nunca descobrir a pele”.

4- Ter atenção ao ambiente do cão

“Não é só passeando que o cachorro entra em quadro de hipertermia. Se ele fica na varanda ou no quintal e bate sol, ou trancado dentro de casa sem ventilação, ele pode morrer de calor mesmo estando parado”.

Portanto, o ideal é mantê-lo em ambientes frescos, à sombra, com ventilador ou ar condicionado, se não houver vento que refresque.

5- Caso o cão esteja muito ofegante, tire-o imediatamente de onde está e leve-o para um ambiente fresco

“Se necessário, molhe-o com água de mangueira, em temperatura ambiente, por exemplo, é uma forma artificial de diminuir a temperatura do corpo rapidamente”, explica.

6- Se ele já estiver num quadro grave de hipertermia, busque ajuda na clínica veterinária mais próxima

“Depois de molhá-lo, para reduzir a temperatura do corpo, tente transportá-lo o mais rápido possível e corra! Nestes casos, minutos fazem a diferença”, registra a consultora.

 

Dessa maneira, ter conhecimento e agir no preventivo podem salvar a vida de um cachorro, trazendo um verão mais seguro para toda a família.

Da Redação
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