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Vírus facilitado

O nome mononucleose é de difícil pronúncia, mas o seu contágio é facilitado e simples: por meio do beijo ou…

12 de fevereiro de 2010 - 18:19

Da Redação

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O nome mononucleose é de difícil pronúncia, mas o seu contágio é facilitado e simples: por meio do beijo ou pelo contato direto com a saliva contaminada com a mucosa da boca e garganta da pessoa que não teve contato anterior com o germe.

O vírus Epstein-Barr faz parte da família da herpes, que conta com oito vírus no total. Segundo o infectologista Marcos Caseiro, o contágio também está relacionado com a imunidade. “Muitas pessoas entram em contato com o vírus, mas não apresentam manifestação. Assim como acontece com a herpes”, afirma. “Essa é uma característica das doenças infecciosas: apenas uma pessoa entre dez será contaminada”, complementa.

O vírus tem prevalência na infância, entre a idade dos 6 a 7 anos, quando a criança tem o hábito de tocar em objetos e colocar as mãos na boca, e também na adolescência, quando acontecem os primeiros contatos com bocas contaminadas. Por ser mais comum nessa idade, a doença recebeu  o apelido de doença do beijo.

Sintomas
Os principais sintomas são febre, aumento dos gânglios, lesões da amídalas e manchas no corpo. “Algumas pessoas podem apresentar casos mais prolongados, que permanecem por até um mês”, comenta. Outro sintoma que pode ou não se desenvolver é o aumento do fígado ou do baço. O diagnóstico é feito por meio de exames clínicos e de sangue, onde é possível detectar a presença de anticorpos na pessoa doente.


Tratamento
A medicação é receitada para a melhora dos sintomas, como a febre e dores musculares, pois não há um remédio específico para o combate ao vírus. “Ele não conta com prevenção específica. Pelo menos, 30% das pessoas  tiveram contato com o vírus, mas não manifestaram a doença”, afirma.   

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