Vencedor do Prêmio Educador Santista será anunciado nesta terça-feira (6)
Nesta terça-feira (6), será anunciado o vencedor da terceira edição do Prêmio Educador Santista 2011, realizado pela Secretaria Municipal de Educação (Seduc). A premiação ocorre a partir das 19 horas, na Estação Santos (Rua Tuiuti, 56, Centro Histórico). Ao todo, foram inscritos 72 projetos desenvolvidos por profissionais da rede pública, sendo 62 oriundos de professores e dez de gestores. O primeiro colocado ganhará uma viagem de seis dias a Natal (RN); o segundo, quatro dias em um cruzeiro marítimo; e o terceiro, uma viagem de cinco dias a Porto Seguro (BA) — todos os passeios com direito a um acompanhante — além de cursos de especialização e bolsas de estudo.
“O primeiro objetivo do prêmio é dar visibilidade a projetos executados por professores e gestores em sala de aula, que foram capazes de envolver uma metodologia diferenciada de aprendizado”, explica a coordenadora do Prêmio, Sandra Freitas — que na última quinta-feira (1) compareceu à redação do Boqnews com seis das finalistas, para falar sobre o evento. Foram escolhidos 20 projetos oriundos de professores e outros três produzidos por gestores. Segundo Sandra, a seleção dos 23 finalistas foi feita a partir de uma comissão julgadora interna, com especialistas da própria secretaria. Em seguida, os projetos passarão pelo crivo de uma comissão externa, formada por profissionais vinculados a universidades da Cidade, que determinará os vencedores.
Inclusão e valores
Dentre os finalistas, estão projetos de diferentes naturezas, com ênfase a inclusão e valores ligados a sociedade e meio ambiente. Caso do “Valorizando… Conscientizando… E o jornal colaborando”, da professora Juliana Souto de Melo Lopes, da UME José Bonifácio, desenvolvido com crianças do 3° ano do Ensino Fundamental. De acordo com a professora, a iniciativa se deu para que, por meio da escola, as crianças da região em que se situa a instituição pudessem ter acesso a reflexão sobre valores e cidadania, por meio da leitura de jornais. “Percebi que melhorou muito a leitura e a escrita deles, além do vocabulário e dos próprios valores deles na escola. E o que mais me emocionou foi, quando encaminhei perguntas aos pais para saber se o trabalho estava atingindo o objetivo, saber que os filhos apresentaram grandes melhoras em seus comportamentos em casa, com a família”, conta.
Outro exemplo foi o “Equilíbrio Vital”, projeto desenvolvido pela professora Luciane Aparecida Camargo, da UME Prof. Florestan Fernandes. Conforme Luciane, a ideia era incentivar o gosto pela leitura e a pesquisa de forma paralela a conscientização ambiental, por meio de atividades em grupo, apresentação de vídeos e slides e aulas com equipamentos de informática. “Eles mesmos desenvolveram a iniciativa de pesquisar sobre o tema, produzir textos, e inclusive tomar atitudes em prol do meio ambiente. Eles se preocupavam com o elevado número de pombos na região, que poderiam trazer doenças. Pesquisamos juntos sobre o tema e buscamos a melhor forma de diminuir a incidência desses pombos. E eles mesmos decidiram fazer uma panfletagem sobre o assunto nas imediações da escola”, lembra.
Já no caso do projeto “Igualdade nas Diferenças”, da professora Anne Rossi, da UME Cyro de Athayde Carneiro, o objetivo foi combater o preconceito desde a tenra idade — Anne trabalha com crianças de 3 a 4 anos. “Eram crianças que possuiam uma auto-estima muito baixa, que não se aceitavam como eram. Nessa idade, a criança aprende muito vendo os outros, e a mídia mostra para todo mundo que todos são magros, loiros… E comecei a observar, por exemplo, que ninguém pegava as bonecas negras ou que, por exemplo, não tinham braço. Aquilo me assustou”, conta. Para cuidar disso, foram organizadas rodas de conversa, apresentação de histórias e filmes que incentivassem a valorização ao diferente (“O Patinho Feio” e “Shrek”, por exemplo). “Meu maior presente foi ver essa criança, que é negra, olhar para mim e dizer que ela era linda, da cor do chocolate. Algo que ela não fazia antes”, reflete.
Inclusão também foi o tema que permeou o projeto da professora Maria de Fátima Aguiar Lourenço Manetti, da UME Sandra Cristina Teixeira da Gama. Segundo ela, o “Inclusão, Vale a Pena Acreditar” envolveu o desenvolvimento de um trabalho que garantisse atendimento em condições propícias e com respeito às diferenças a uma aluna com necessidades especiais, portadora de baixa visão e paralisia cerebral. Já professora Rosiclei Alonso Pereira da Silva, da UME Prof. Passos Sobrinho, por meio do projeto “Educasom”, buscou reforçar o significado da escola de período integral. A partir da música, buscou-se a participação não só do aprendizado dentro da instituição, mas inclusive fomentado a interação com as famílias daquelas crianças, cuja vida corrida dificultava um maior contato entre pais e filhos.