A Companhia Docas do Estado de São Paulo (Codesp) abriu na última semana licitação para a realização de obras de reforço no trecho de 1,7 quilômetros entre os armazéns 12A e 23 no Cais de Outeirinhos, para que o terreno — cuja profundidade atual dos berços varia de 10 a 13 metros — fique em condições de ser dragado a 15 metros, podendo assim receber navios de maior porte. As obras, que serão realizadas com recursos do PAC-2, do Governo Federal, têm cronograma estimado em 22 meses, com a expectativa de que se iniciem no segundo semestre deste ano.
Segundo o diretor de Infraestrutura e Execução de Obras da Codesp, Paulino Vicente, a dragagem naquela região — que tem a exportação de açúcar como principal movimentação — trará impactos positivos na economia. "O Porto de Santos é o melhor no mundo para exportações de açúcar, e com o aprofundamento, você oferece aos exportadores a possibilidade de trazer famílias de navios com maior capacidade. Já há potencial na estrutura dos terminais para que venham essas embarcações maiores. O que, por consequência, levará à redução dos custos na operação", explica. "Isso significa exportar a preços mais competitivos, o que é altamente desejável para a economia do País", complementa.
As obras, cujo projeto executivo foi realizado por profissionais contratados pelas seis empresas arrendatárias de terminais naquele trecho — Terminal 12A (Grupo Noble), Rodrimar, Teaçu, Cosan, Copersucar e Pérola, que o doaram à Codesp — consistirão em três abordagens, que poderão ocorrer de forma simultânea. Um dos passos é o processo de jet-grouting, que é a injeção, na lama, de colunas com nata de cimento e armação metálica, com o intuito de reforçar a base de sustentação do terreno para a posterior realização da dragagem.
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Trecho do Cais de Outeirinhos que receberá as obras para viabilizar a dragagem tem cerca de 1,7 quilômetros de extensão. Foto: Divulgação/Codesp |
"Existem locais onde a profundidade atual é de 10 metros e em outros 13 metros. Assim, para cada berço, será necessária uma solução de jet-grouting diferente. Nos locais onde haverá maior dragagem, por exemplo, poderá ser preciso que se injetem mais colunas para evitar uma derrocada do cais", salienta Vicente. Além disso, a cada 25 metros do trecho entre os armazéns, serão inseridos tirantes de apoio feitos de concreto para manter o equilíbrio do cais durante o jet-grouting.
Outra abordagem será a recuperação das avarias nas estruturas de estacas e lajes existentes. "São estruturas que, pela ação dos anos, estão com trechos deteriorados por ataques de materiais lá operados, como sal, fertilizantes e enxofre", explica. A perspectiva é de que a obra esteja concluída até o final de 2014. A licitação, por sua vez, terá as propostas abertas no próximo dia 12 de abril.
Para viabilizar dragagem, trecho entre armazéns 12A e 23 terá obras de reforço
A Companhia Docas do Estado de São Paulo (Codesp) abriu na última semana licitação para a realização de obras de reforço no trecho de 1,7 quilômetros entre os armazéns 12A e 23 no Cais de Outeirinhos, para que o terreno — cuja profundidade atual dos berços varia de 10 a 13 metros — fique em condições de ser dragado a 15 metros, podendo assim receber navios de maior porte. As obras, que serão realizadas com recursos do PAC-2, do Governo Federal, têm cronograma estimado em 22 meses, com a expectativa de que se iniciem no segundo semestre deste ano.
Segundo o diretor de Infraestrutura e Execução de Obras da Codesp, Paulino Vicente, a dragagem naquela região — que tem a exportação de açúcar como principal movimentação — trará impactos positivos na economia. “O Porto de Santos é o melhor no mundo para exportações de açúcar, e com o aprofundamento, você oferece aos exportadores a possibilidade de trazer famílias de navios com maior capacidade. Já há potencial na estrutura dos terminais para que venham essas embarcações maiores. O que, por consequência, levará à redução dos custos na operação”, explica. “Isso significa exportar a preços mais competitivos, o que é altamente desejável para a economia do País”, complementa.
As obras, cujo projeto executivo foi realizado por profissionais contratados pelas seis empresas arrendatárias de terminais naquele trecho — Terminal 12A (Grupo Noble), Rodrimar, Teaçu, Cosan, Copersucar e Pérola, que o doaram à Codesp — consistirão em três abordagens, que poderão ocorrer de forma simultânea. Um dos passos é o processo de jet-grouting, que é a injeção, na lama, de colunas com nata de cimento e armação metálica, com o intuito de reforçar a base de sustentação do terreno para a posterior realização da dragagem.
Trecho do Cais de Outeirinhos que receberá as obras para viabilizar a dragagem tem cerca de 1,7 quilômetros de extensão. Foto: Divulgação/Codesp |
“Existem locais onde a profundidade atual é de 10 metros e em outros 13 metros. Assim, para cada berço, será necessária uma solução de jet-grouting diferente. Nos locais onde haverá maior dragagem, por exemplo, poderá ser preciso que se injetem mais colunas para evitar uma derrocada do cais”, salienta Vicente. Além disso, a cada 25 metros do trecho entre os armazéns, serão inseridos tirantes de apoio feitos de concreto para manter o equilíbrio do cais durante o jet-grouting.
Outra abordagem será a recuperação das avarias nas estruturas de estacas e lajes existentes. “São estruturas que, pela ação dos anos, estão com trechos deteriorados por ataques de materiais lá operados, como sal, fertilizantes e enxofre”, explica. A perspectiva é de que a obra esteja concluída até o final de 2014. A licitação, por sua vez, terá as propostas abertas no próximo dia 12 de abril.