Esta segunda-feira (12) é marcada pela luta contra pneumonia infantil global em vários países. A data é conhecida como o Dia Mundial da Pneumonia e a SBIm (Sociedade Brasileira de Imunizações), que entrou junto nesta campanha de fortalecimento do combate à doença.
A pneumonia é a enfermidade que mais mata crianças com menos de 5 anos de idade em todo o mundo, sendo responsável pela morte de 1,5 milhões de crianças, o equivalente a 18% das mortes. Trata-se de uma infecção dos pulmões que os enche de fluido e provoca tosse e febre e pode tornar a respiração difícil. A maior parte das ocorrências de óbito está em países em desenvolvimento, onde o acesso à saúde é precário e as crianças sofrem com a falta de cuidados básicos.
De janeiro a dezembro de 2011, o número de hospitalizações de crianças menores de 5 anos na América Latina ultrapassou os 10 mil. Na Bolívia foram registrados 12.234 casos, no Peru foram 16.504, na Venezuela 15.157, sendo a situação mais grave registrada no Equador, 20.577 e em El Salvador, 23.284. Os dados são da Organização Panamericana de Saúde (OPS).
Em 2009 o dia 12 de novembro foi escolhido para marcar a data e lembrar que é preciso aumentar a conscientização em torno da causa, além de promover a prevenção da doença por meio de vacina. A aplicação da vacina pneumocócica conjugada é recomendada o mais cedo possível em três doses: aos dois, aos quatro e aos seis meses de vida da criança, com um reforço aos 15 meses. Para os bebês recém-nascidos ou prematuros o cuidado deve ser redobrado, pois nesses casos o risco aumenta, quanto menor é a idade mais invasiva pode ser a doença.
O pediatra Renato Kfouri, presidente da SBIm Nacional – Sociedade Brasileira de Imunizações, aponta para a importância da prevenção. Segundo ele, “a melhor forma de prevenção é a vacinação e hoje dispomos de vacinas conjugadas, capazes de estimular uma resposta imunológica mais adequada e duradoura”.
Sobre a doença
Kfouri salienta ainda que a doença pneumocócica é complexa e congrega um grupo de enfermidades causadas pela bactéria Streptococcus pneumoniae, também conhecida como pneumococo. “O pneumococo pode se colonizar no trato respiratório superior, causando vários tipos de doenças, inclusive a doença pneumocócica invasiva (DPI), na qual as bactérias entram na corrente sanguínea ou em outros locais estéreis. Entre as DPIs incluem-se a meningite (inflamação da membrana que reveste a medula espinhal ou o cérebro) e as bacteremia/septicemia (infecções bacterianas do sangue)”, explica.
Todavia, quem pensa que a doença acomete somente crianças engana-se, pois os extremos das idades respondem pela maior parte dos casos. Ainda de acordo com o médico, "a doença afeta também adultos e idosos especialmente aqueles portadores de doenças crônicas", disse.
Ocorrência no Brasil
De janeiro a setembro de 2012 o Brasil totalizou 298 mortes por pneumonia em crianças de 1 a 4 anos. A Região Sudeste totalizou 100 mortes, na Região Nordeste esse número foi de 77 mortes, no Norte foram 55 óbitos, no Sul foram registrados 40 e na Região Centro-Oeste 26. Admissões em hospitais devidas à pneumonia entre adultos maiores de 50 anos aumentaram 8% no Brasil entre 2005 e 2007. Esses dados são do Ministério da Saúde, que disponibiliza a vacina na rede pública de saúde por meio do Programa Nacional de Imunizações (PNI). Só a vacinação é capaz de reduzir em 49% dos casos de infecção por pneumonia no mundo.
Esta segunda-feira (12) é marcada pela luta contra pneumonia infantil global em vários países. A data é conhecida como o Dia Mundial da Pneumonia e a SBIm (Sociedade Brasileira de Imunizações), que entrou junto nesta campanha de fortalecimento do combate à doença.
A pneumonia é a enfermidade que mais mata crianças com menos de 5 anos de idade em todo o mundo, sendo responsável pela morte de 1,5 milhões de crianças, o equivalente a 18% das mortes. Trata-se de uma infecção dos pulmões que os enche de fluido e provoca tosse e febre e pode tornar a respiração difícil. A maior parte das ocorrências de óbito está em países em desenvolvimento, onde o acesso à saúde é precário e as crianças sofrem com a falta de cuidados básicos.
De janeiro a dezembro de 2011, o número de hospitalizações de crianças menores de 5 anos na América Latina ultrapassou os 10 mil. Na Bolívia foram registrados 12.234 casos, no Peru foram 16.504, na Venezuela 15.157, sendo a situação mais grave registrada no Equador, 20.577 e em El Salvador, 23.284. Os dados são da Organização Panamericana de Saúde (OPS).
Em 2009 o dia 12 de novembro foi escolhido para marcar a data e lembrar que é preciso aumentar a conscientização em torno da causa, além de promover a prevenção da doença por meio de vacina. A aplicação da vacina pneumocócica conjugada é recomendada o mais cedo possível em três doses: aos dois, aos quatro e aos seis meses de vida da criança, com um reforço aos 15 meses. Para os bebês recém-nascidos ou prematuros o cuidado deve ser redobrado, pois nesses casos o risco aumenta, quanto menor é a idade mais invasiva pode ser a doença.
O pediatra Renato Kfouri, presidente da SBIm Nacional – Sociedade Brasileira de Imunizações, aponta para a importância da prevenção. Segundo ele, “a melhor forma de prevenção é a vacinação e hoje dispomos de vacinas conjugadas, capazes de estimular uma resposta imunológica mais adequada e duradoura”.
Sobre a doença
Kfouri salienta ainda que a doença pneumocócica é complexa e congrega um grupo de enfermidades causadas pela bactéria Streptococcus pneumoniae, também conhecida como pneumococo. “O pneumococo pode se colonizar no trato respiratório superior, causando vários tipos de doenças, inclusive a doença pneumocócica invasiva (DPI), na qual as bactérias entram na corrente sanguínea ou em outros locais estéreis. Entre as DPIs incluem-se a meningite (inflamação da membrana que reveste a medula espinhal ou o cérebro) e as bacteremia/septicemia (infecções bacterianas do sangue)”, explica.
Todavia, quem pensa que a doença acomete somente crianças engana-se, pois os extremos das idades respondem pela maior parte dos casos. Ainda de acordo com o médico, “a doença afeta também adultos e idosos especialmente aqueles portadores de doenças crônicas”, disse.
Ocorrência no Brasil
De janeiro a setembro de 2012 o Brasil totalizou 298 mortes por pneumonia em crianças de 1 a 4 anos. A Região Sudeste totalizou 100 mortes, na Região Nordeste esse número foi de 77 mortes, no Norte foram 55 óbitos, no Sul foram registrados 40 e na Região Centro-Oeste 26. Admissões em hospitais devidas à pneumonia entre adultos maiores de 50 anos aumentaram 8% no Brasil entre 2005 e 2007. Esses dados são do Ministério da Saúde, que disponibiliza a vacina na rede pública de saúde por meio do Programa Nacional de Imunizações (PNI). Só a vacinação é capaz de reduzir em 49% dos casos de infecção por pneumonia no mundo.