À medida em que restam poucos dias para o início do verão, assim como a temperatura em elevação, preocupações relacionadas a essa estação começam a aumentar. E as epidemias de dengue se encaixam nesse caso. Ainda mais devido ao histórico recente da relação da Baixada Santista com a doença.
Para monitorar a dengue, o Ministério da Saúde conta o número de casos em Anos Epidemiológicos. Esse período tem início em julho e término em junho do ano posterior.
No último ano epidemiológico, entre 2012 e 2013, foram registrados 9.754 casos de dengue em Santos. No entanto, deve ser ressaltado que os números absolutos podem provocar uma dimensão ilusória do cenário. Isso porque o número a ser considerado é o de coeficiente de incidência. Ele é calculado por meio de uma relação da proporcionalidade no número de habitantes com o de casos, pois se limitarmos a contagem absoluta é natural que uma cidade populosa tenha mais doentes do que uma com menos habitantes.
Portanto, segundo dados do Grupo de Vigilância Epidemiológica (GVE) da Secretaria de Saúde do Estado de São Paulo, o coeficiente de Santos no último ano epidemiológico foi de 2.195, ficando atrás de Cubatão, com 5.705, e Praia Grande, com 3.145.
Para a chefe do Departamento de Vigilância em Saúde da Prefeitura de Santos (Devig), Carolina Ozawa, a alta de ocorrências no ano epidemiológico passado tem ligação com a circulação de um novo vírus, o tipo 4. “Como as pessoas não tinham sido infectadas anteriormente, a tendência é ter um número maior de casos neste ano”, disse.
Uma vez que alguém tenha sofrido as consequências da dengue de um determinado tipo, ele ficará isento a contrair o mesmo tipo mais de uma vez. E como se tratava de uma tipologia inédita, houve o aumento no número de casos.
Além disso, Carolina salienta a absorção de pacientes oriundos das demais cidades da Baixada Santista. Ela destaca que “no último ano, dos 16 mil atendimentos com suspeitas de dengue, 20% eram de outros municípios”. Por isso, a chefe do Devig explica que o combate à dengue precisa funcionar em âmbito metropolitano.
LIRAa
No dia 19 de novembro deste ano, o Ministério da Saúde divulgou o Levantamento Rápido do Índice por Aedes aegypti (LIRAa) referente a este ano epidemiológico. Nele, Santos aparece com um índice de 0,2%. De acordo com as recomendações do monitoramento, taxas inferiores a 1% são consideradas satisfatórias. Portanto, neste momento, a Cidade tem a doença sob controle.
Contudo, em anos anteriores, neste mesmo período, o indicativo era semelhante ao atual e mesmo assim houve epidemias posteriormente. Em 2010, por exemplo, o LIRAa mostrava 0,3% para Santos e mais tarde a Cidade passou por um dos piores surtos da história.
Quanto a isso, Carolina também faz uma relação com as cidades adjacentes. “Não adianta só Santos ter um indicador baixo, pois os outros municípios ao redor de Santos não têm uma taxa satisfatória”, explica. No último LIRAa, São Vicente tinha um índice de 1,3% e Guarujá 1,5%, índices de estado de alerta.
Esforços
Carolina reforça que as ações da Devig são ininterruptas. “Não podemos pensar em Dengue só no Verão”, ressalta. Ela ainda fala que os mutirões acontecem o ano todo. Comitês em igrejas, sociedades de melhoramentos de bairros, escolas serão periódicos.
“Quando existem casos suspeitos fazemos bloqueios, que são as vistorias e a borrifação de um inseticida em um perímetro de nove quadras da casa do doente. Quando, a dengue está em alta, o bloqueio é feito no bairro inteiro”, afirma Carolina.
As denúncias podem ser feitas por meio do disque dengue, 32225-8680 ou na ouvidoria da Saúde de Santos,pelo número 0800-7700732.
À medida em que restam poucos dias para o início do verão, assim como a temperatura em elevação, preocupações relacionadas a essa estação começam a aumentar. E as epidemias de dengue se encaixam nesse caso. Ainda mais devido ao histórico recente da relação da Baixada Santista com a doença.
Para monitorar a dengue, o Ministério da Saúde conta o número de casos em Anos Epidemiológicos. Esse período tem início em julho e término em junho do ano posterior.
No último ano epidemiológico, entre 2012 e 2013, foram registrados 9.754 casos de dengue em Santos. No entanto, deve ser ressaltado que os números absolutos podem provocar uma dimensão ilusória do cenário. Isso porque o número a ser considerado é o de coeficiente de incidência. Ele é calculado por meio de uma relação da proporcionalidade no número de habitantes com o de casos, pois se limitarmos a contagem absoluta é natural que uma cidade populosa tenha mais doentes do que uma com menos habitantes.
Portanto, segundo dados do Grupo de Vigilância Epidemiológica (GVE) da Secretaria de Saúde do Estado de São Paulo, o coeficiente de Santos no último ano epidemiológico foi de 2.195, ficando atrás de Cubatão, com 5.705, e Praia Grande, com 3.145.
Para a chefe do Departamento de Vigilância em Saúde da Prefeitura de Santos (Devig), Carolina Ozawa, a alta de ocorrências no ano epidemiológico passado tem ligação com a circulação de um novo vírus, o tipo 4. “Como as pessoas não tinham sido infectadas anteriormente, a tendência é ter um número maior de casos neste ano”, disse.
Uma vez que alguém tenha sofrido as consequências da dengue de um determinado tipo, ele ficará isento a contrair o mesmo tipo mais de uma vez. E como se tratava de uma tipologia inédita, houve o aumento no número de casos.
Além disso, Carolina salienta a absorção de pacientes oriundos das demais cidades da Baixada Santista. Ela destaca que “no último ano, dos 16 mil atendimentos com suspeitas de dengue, 20% eram de outros municípios”. Por isso, a chefe do Devig explica que o combate à dengue precisa funcionar em âmbito metropolitano.
LIRAa
No dia 19 de novembro deste ano, o Ministério da Saúde divulgou o Levantamento Rápido do Índice por Aedes aegypti (LIRAa) referente a este ano epidemiológico. Nele, Santos aparece com um índice de 0,2%. De acordo com as recomendações do monitoramento, taxas inferiores a 1% são consideradas satisfatórias. Portanto, neste momento, a Cidade tem a doença sob controle.
Contudo, em anos anteriores, neste mesmo período, o indicativo era semelhante ao atual e mesmo assim houve epidemias posteriormente. Em 2010, por exemplo, o LIRAa mostrava 0,3% para Santos e mais tarde a Cidade passou por um dos piores surtos da história.
Quanto a isso, Carolina também faz uma relação com as cidades adjacentes. “Não adianta só Santos ter um indicador baixo, pois os outros municípios ao redor de Santos não têm uma taxa satisfatória”, explica. No último LIRAa, São Vicente tinha um índice de 1,3% e Guarujá 1,5%, índices de estado de alerta.
Esforços
Carolina reforça que as ações da Devig são ininterruptas. “Não podemos pensar em Dengue só no Verão”, ressalta. Ela ainda fala que os mutirões acontecem o ano todo. Comitês em igrejas, sociedades de melhoramentos de bairros, escolas serão periódicos.
“Quando existem casos suspeitos fazemos bloqueios, que são as vistorias e a borrifação de um inseticida em um perímetro de nove quadras da casa do doente. Quando, a dengue está em alta, o bloqueio é feito no bairro inteiro”, afirma Carolina.
As denúncias podem ser feitas por meio do disque dengue, 32225-8680 ou na ouvidoria da Saúde de Santos,pelo número 0800-7700732.