Enguaguaçu, palavra indígena que tem como tradução grande enseada do rio. Assim era chamada a atual cidade de Santos, fundada em 1546 como vila é uma das mais antigas do Brasil. A colonização pode ser observada nas ruas do municípios, que carrega uma forte arquitetura portuguesa, com referências da época europeia. As histórias se fundem e assim, nasce apenas uma: a consolidação de uma importante cidade portuária para o País.
Com os primeiros movimentos marítimos datados no início do século XVI, o fundador da Vila Santos, Braz Cubas, foi o responsável por estabelecer a localização do porto. A geografia do estuário santista era ideal para receber os navios, inibindo piratas e saqueadores. Ao decorrer do tempo, o comércio se intensificou, aumentando gradativamente o fluxo econômico e populacional.
Para compreender o enlace do Porto com a cidade é necessário voltar algumas décadas. No final do século 19, a produção de café no interior de São Paulo ganhou grandes proporções e era necessário mão de obra para suprir a demanda.
Logo, houve a necessidade de construir moradias e conduzir as águas do rio, que estava se misturando com o esgoto e proliferando doenças entre os habitantes. Para sanar o problema, o arquiteto Saturino de Brito projetou os canais de Santos que funcionam até os dias atuais para escoar águas pluviais.
A história continua
A inauguração oficial do Porto de Santos só ocorreu em 1892, quando a empresa privada Companhia de Docas de Santos (CDS) inaugurou os primeiros 260 metros de cais. Assim, tornando-se o primeiro Porto Organizado do Brasil. Em 1980 a administração portuária passou a ser do Governo Federal, surgindo a Autoridade Portuária de Santos (APS).
Atualmente, é conhecido como o maior complexo portuário do hemisfério Sul quando se trata de movimentação de cargas.
Recordes de movimentação de carga
Nos últimos anos, o Porto de Santos vem acumulando sucessos e batendo recordes em movimentações de containers e em exportações e importações.
De acordo com a APS, em 2025, a movimentação de cargas atingiu a marca histórica de 186,4 milhões de toneladas, um crescimento de 3,6% em relação ao recorde anterior de 2024 (179,8 milhões de toneladas). Dessa maneira, reafirmando sua importância vital para a economia do continente.
O desempenho foi consolidado por um mês de dezembro robusto, que registou 14,7 milhões de toneladas; aumento de 16,0% em comparação com o mesmo mês do ano passado (12,7 milhões).
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