A Defesa Civil de Santos realizou, no sábado (31), a entrega oficial da primeira sirene de alerta do Município no Morro da Vila Progresso. A ação contou com um simulado de acionamento do equipamento, realizado pela manhã na Comunidade Bela Vista. Dessa forma, com o objetivo de orientar os moradores e testar, na prática, os protocolos de resposta em situações de emergência.
Portanto, o equipamento integra o Sistema de Alarme Remoto (SISAR), mecanismo utilizado para alertar comunidades localizadas em áreas de risco em casos de chuvas intensas, com possibilidade de deslizamentos ou inundações.
Sendo assim, a sirene foi instalada na laje da Policlínica do Morro da Vila Progresso e pode emitir alertas sonoros acompanhados de mensagens de áudio com orientações diretas à população. Com a instalação, esta passa a ser a oitava sirene em funcionamento no Estado de São Paulo. Na Baixada Santista, é a segunda. Dessa maneira, sendo a outra localizada no município de Guarujá, como parte de uma estratégia estadual de prevenção e proteção à vida em áreas vulneráveis.
Cenário de risco
O simulado reproduziu um cenário real de risco e permitiu que moradores, técnicos e agentes de proteção verificassem o funcionamento da sirene, as rotas de fuga e os pontos de encontro previamente definidos pela Prefeitura.
A atividade foi conduzida pela Defesa Civil de Santos, em conjunto com a Defesa Civil do Estado. E contou com a participação de autoridades municipais e da população local, considerada essencial para o sucesso das ações preventivas.
Além disso, para a vice-prefeita e secretária municipal de Educação, Audrey Kleys, a ação simboliza a importância da prevenção e do preparo da comunidade. “Há algum tempo o Município não realizava um exercício como este, e contar com o apoio do Governo do Estado é fundamental para retomarmos esse trabalho de conscientização. A união entre comunidade, técnicos e Defesa Civil é o que faz a diferença para assegurar a proteção de todos que vivem no bairro”.
Como funciona?
O SISAR possui diferentes tipos de acionamento, cada um com uma finalidade específica. O alerta é utilizado sempre que há previsão de chuvas fortes para as próximas horas. Nesse momento, os moradores devem permanecer atentos e preparados para uma possível saída de suas residências. Portanto, separando e deixando em local de fácil acesso documentos pessoais, medicamentos, roupas e outros itens essenciais.
Já o alarme é acionado quando técnicos da Defesa Civil identificam risco iminente de deslizamento ou inundação por meio do monitoramento no Centro de Controle Operacional (CCO) de Santos. Nesse caso, a orientação é que os moradores deixem imediatamente suas casas, com calma, seguindo as rotas de fuga até os pontos de encontro. Antes de sair, devem desligar o gás e a chave geral de energia, reunir os familiares e levar os itens previamente separados.
Sempre que possível, é recomendado auxiliar pessoas com deficiência, idosos e crianças. Ao chegar aos pontos de encontro, a população deve aguardar as orientações da Defesa Civil. E permanecer no local até que seja emitido o comunicado de desmobilização, que autoriza o retorno às residências.
Estratégia
Segundo o coordenador da Defesa Civil de Santos, Daniel Onias, o local escolhido foi estratégico e a ferramenta poderá ser expandida para outras regiões. “O Governo do Estado selecionou alguns municípios para a instalação deste sistema, de forma experimental. Em Santos, a escolha se deu pelo histórico de deslizamentos no passado. E, especificamente, a Vila Progresso foi a primeira área selecionada por concentrar moradias em área de risco muito alto. Apesar de ainda estarmos no início da implantação do sistema, esperamos que a população aceite bem para que possamos implantá-lo em outras regiões”.
Também presente na simulação, o tenente-coronel Adriano Baruffaldi, diretor da Defesa Civil Estadual, ressaltou a importância da sirene como ferramenta fundamental de proteção à população em áreas de risco. “Ainda este ano, teremos mais quatro em fase de instalação e outras sete já adquiridas no Estado, ampliando esse sistema de alerta em municípios que enfrentam riscos semelhantes. Essa sirene existe para proteger as pessoas. É importante que a população saiba que ela está aqui para alertar e salvar vidas”.
Orientação à população
Para preparar a comunidade para o simulado e ampliar o conhecimento sobre o funcionamento do sistema, técnicos da Defesa Civil realizaram, ao longo da última semana, a distribuição de panfletos de porta em porta no morro. A ação foi realizada em conjunto pelas defesas civis de Santos e do Estado.
Desse modo, o material informativo destacou a importância de conhecer previamente as rotas de fuga, que são trajetos seguros definidos para evitar a exposição a outros riscos durante a evacuação. Assim como, os pontos de encontro, locais predeterminados onde os moradores devem se reunir em caso de acionamento das sirenes.
Prevenção o ano todo
Dessa maneira, a Defesa Civil atua de forma contínua na prevenção de desastres ao longo de todo o ano. Portanto, com intensificação das ações entre os meses de dezembro e abril, período de maior incidência de chuvas, por meio do Plano Preventivo de Defesa Civil (PPDC).
Atualmente, as equipes monitoram 4.812 casas localizadas em áreas de risco alto e muito alto (R3 e R4), além de 8.223 imóveis em setores monitorados, abrangendo os 17 morros de Santos.
Aliás, o plano vigente segue até 30 de abril de 2026 e inclui vistorias técnicas. Além de acompanhamento das condições climáticas e ações educativas, como o simulado realizado neste sábado.
Equipe de plantão
Além disso, o contato com a Defesa Civil, que atua em esquema de plantão 24h, pode ser feito por meio dos telefones 199 ou (13) 3208-1000. Também é importante que a população se cadastre para receber os alertas do órgão municipal. Para isso, basta enviar SMS com o CEP da região onde mora para o número 40199.
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