Confira as notícias do Boqnews no Google News e fique bem informado.
O Santos Futebol Clube segue acumulando frustrações em 2026 e, mais uma vez, deposita suas fichas na volta de Neymar para mudar o rumo da temporada. A derrota por 2 a 1 para o Athletico Paranaense, na última quinta-feira, na Arena da Baixada, em Curitiba, pela terceira rodada do Campeonato Brasileiro Série A, ampliou a pressão sobre o elenco e a comissão técnica. Ainda sem vencer após três jogos, o Peixe já vê o sinal de alerta aceso.
Antes de pensar em recuperação no Brasileirão, o clube precisa resolver uma questão doméstica: no domingo, às 20h30, na Vila Belmiro, encara o Velo Clube para evitar a eliminação ainda na fase de grupos do Campeonato Paulista. Uma queda precoce no Estadual aprofundaria a crise que se desenha neste início de ano.
Retorno de Neymar
O retorno de Neymar, tratado internamente como provável para o fim de semana, é visto como a única fagulha capaz de provocar algo diferente em um time que até cria, mas esbarra na própria limitação. Falta contundência no ataque e, sobretudo, sobram falhas defensivas.
Se no fim do ano passado o camisa 10 foi decisivo para evitar o rebaixamento à Série B, em 2026 o desafio parece ainda maior: impedir que o Santos passe mais uma temporada flertando com a parte de baixo da tabela e colecionando eliminações prematuras.
Os números são evidentes. Em dez partidas na temporada, o Peixe soma apenas duas vitórias, quatro empates e quatro derrotas — desempenho incompatível com as ambições de um clube que tenta reconstruir sua identidade competitiva. A derrota em Curitiba escancarou fragilidades recorrentes, especialmente na defesa. Zé Ivaldo, adquirido em definitivo após metas cumpridas no empréstimo, cometeu pênalti com apenas três minutos de jogo. João Basso, acionado para compor a linha de três zagueiros, não conseguiu fechar o espaço no lance que resultou no gol da vitória rubro-negra.
A instabilidade na zaga contrasta com a segurança de Gabriel Brazão, que se mantém regular, acumulando defesas difíceis e intervenções decisivas. Em um cenário de defesa exposta e meio-campo pouco combativo, contar com um goleiro em alto nível deixou de ser luxo — tornou-se necessidade.
Gramado
O cenário na Arena da Baixada também foi alvo de críticas. O gramado sintético, com fibras expostas e aparência irregular, interferiu no ritmo da partida e gerou reclamações públicas. Neymar classificou as condições como “impossíveis” para o futebol de alto nível. O campo pesado foi mais um obstáculo para um Santos que já não contou com Gabigol, preservado por tendinite. Thaciano marcou o gol santista após boa jogada de Miguelito, mas o esforço individual não compensou a desorganização coletiva.
Reforço
A estreia de Moisés, contratado junto ao Fortaleza, trouxe dinâmica ao setor ofensivo e mostrou que pode brigar por vaga entre os titulares. Ainda assim, o elenco precisa de reforços. A prioridade é contratar um volante com vigor físico e capacidade de organização, que proteja a defesa e potencialize o ataque.
O tempo, no entanto, corre contra. Entre a pressão por resultados imediatos e a necessidade de ajustes estruturais, o Santos entra em campo no domingo não apenas para vencer o Velo Clube, mas para tentar evitar que 2026 se transforme em mais um ano de sobrevivência.
Empréstimo de Tiquinho
O atacante Tiquinho Soares foi emprestado pelo Santos ao Mirassol Futebol Clube até o fim de 2026, com o clube da Baixada Santista responsável por parte do pagamento dos salários. Contudo, aos 35 anos, o centroavante traz experiência nacional e internacional, incluindo passagens de destaque pelo futebol europeu.