Em meio a tantos estímulos tecnológicos do século XXI, as crianças vêm se tornando cada vez mais ligadas nesse mundo. Exercícios lúdicos se limitam às telas de computadores, televisão, tablets e celulares.E a medida que isso ocorre, atividades comuns em outras épocas vão caindo no ostracismo.
Na tentativa de resgatar esses hábitos, surgiu o projeto de Contação de Histórias idealizado pela contadora e educadora Camila Genaro. Realizado por meio de parceria da Secretaria de Cultura de Santos e da Gibiteca Marcel Rodrigues Paes, como o nome sugere, o programa consiste na contação de histórias para crianças de escolas da rede municipal.
Em performace cênica, Camila reproduz contos infantis visando a valorização de culturas ricas e variadas. “Todos os meses temos blocos de histórias temáticos. Já contamos sobre a cultura africana, natalina, passamos por lendas santistas, e agora, no mês do Folclore, estamos com as lendas brasileiras”, diz Camila.
Na última terça-feira (5), foi a vez da Gibiteca receber o 2° ano da UME José Carlos de Azevedo Júnior. Fugindo um pouco da tracional sala de aula, crianças entre sete e oito anos curtiram um repertório de contos que representam algumas regiões brasileiras, como Jesuína e a cabaça (Nordeste), Boi-de-mamão (Sul), entre outras.
Durante a apresentação, as crianças interagiam com Camila, que por sua vez, encenava as lendas com objetos cênicos e desenvoltura para conter o ânimo da garotada.
A aluna Sara Rocha Sales, de 7 anos, se animou por ouvir histórias inéditas. “Eu gostei mais da lenda da vitória-régia”, contou. E ela não foi a única que aprovou a contação. A professora da turma, Ana Carla Trindade, disse que achou muito interessante porque foi um momento de interação com as crianças e aprendizado da cultura brasileira. “Os alunos ficaram bem contentes porque conheceram coisas novas, não só sobre outros lugares, mas também sobre a nossa Cidade, como o conto sobre o cemitério Paquetá”.
Origem
O projeto de Contação de Histórias surgiu de uma inciativa de Camila, que ofereceu a ideia à Secretaria de Cultura.
Desde então, há oito meses a Gibiteca é tomada pelos pequenos nas tardes de terças. “Todas as semanas uma turma de uma escola vem à Gibiteca para ouvir histórias. Para nós, isso é ótimo, pois além do espaço ser utilizado, é um investimento na criação de leitores, que criam afetividade com o local e voltam com os pais nos finais de semana”, explica Narayana Mamede, chefe das Bibliotecas da Orla.
Serviço
A atividade é aberta ao público e ocorre às terças-feira, às 14h30, na Gibiteca Marcel Rodrigues Paes (Posto 5). O local funciona de segunda a sexta-feira, das 9h às 19h, e aos sábados e domingos, das 9h às 13h. Informações pelo telefone 3288-1300.







