Região perde 2 mil empregos no 1º trimestre

Pesquisa da Fundação Seade apontou aumento de desemprego com a eliminação de 2 mil postos de trabalho na região no primeiro trimestre de 2015. (foto: Divulgação)
Segundo o Cadastro Geral de Empregados e Desempregados (Caged) do Ministério do Trabalho e Emprego (MTE), os empregos formais celetistas no Estado de São Paulo no 1º trimestre de 2015 pouco variaram (geração de 5.457 postos de trabalho), resultado de 1.510.404 admissões e 1.504.947 desligamentos. No mesmo período, na Região Metropolitana da Baixada Santista – que detém 2,9% do total de empregos formais do Estado –, houve decréscimo do nível de emprego, com a eliminação de 2.014 postos de
trabalho (36.295 admissões e 38.309 desligamentos). Os dados fazem parte do novo levantamento divulgado hoje (15) pela Fundação Seade.
Com essa movimentação, o número de empregos formais celetistas na região, ao final do 1º trimestre de 2015, foi de 373.631 , 0,5% inferior àquele registrado no 4o trimestre de 2014. Na comparação com o 1º trimestre de 2014, o estoque de empregos formais retraiu-se em 1,4%, resultado da eliminação de 5.310 postos de trabalho.
Segundo setores de atividade, o decréscimo do nível de empregos na região, no 1º trimestre de 2015 (eliminação de 2.014 postos de trabalho, ou -0,5%), deveu- -se às reduções no comércio; reparação de veículos automotores e motocicletas (-2.033, ou -2,3%) e, em menor proporção, nos serviços (-781, ou -0,3%) – com destaque para o resultado negativo nas atividades administrativas e serviços complementares (-1.218, ou -2,1%) e alojamento e alimentação; artes, cultura, esporte e recreação; e outras atividades de serviços (-518, ou -1,0%) e o positivo na administração pública, defesa e seguridade; educação; e saúde humana e serviços sociais (criação de 1.047 empregos, ou 2,2%) –, parcialmente compensadas pelo crescimento na construção (geração de 778 postos de trabalho, ou 2,5%) e, em menor proporção, na indústria de transformação (86, ou 0,4%) e na agricultura, pecuária, produção florestal, pesca e aquicultura (11, ou 1,3%).
Na comparação com o 1º trimestre de 2014, a retração do número de empregos formais (-1,4%, ou eliminação de 5.310 postos de trabalho) decorreu de redução
em todos os setores analisados: nos serviços (-1,4%, ou -3.317) – principalmente nas atividades administrativas e serviços complementares (-3,2%, ou -1.888) e transporte, armazenagem e correio (-3,3%, ou -1.748) –; na construção (-4,0%, ou -1.323); na indústria de transformação (-2,3%, ou -506); no comércio; reparação
de veículos automotores e motocicletas (-0,2%, ou -150); e na agricultura, pecuária, produção florestal, pesca e aquicultura (-6,3%, ou -58).