Progressistas

Posições distintas

31 de julho de 2020 - 15:32

Fernando De Maria

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O partido Progressistas em Santos vive uma curiosidade.

A agremiação tinha reais chances de chegar ao Palácio José Bonifácio.

Isso se o deputado estadual Kenny Mendes confirmasse sua participação nas eleições neste ano por liderar todas as pesquisas eleitorais até então.

Mas, ao desistir, ele abriu espaço para a aproximação com o PSDB, partido do atual prefeito Paulo Alexandre Barbosa.

Não é à toa que o médico Adriano Catapreta deixou a função do chefe do Departamento de Atenção Pré-Hospitalar da Secretaria de Saúde de Santos.

A publicação saiu no Diário Oficial do dia 28.

Catapreta é primeiro vereador suplente do Progessistas.

Não foi eleito por menos de 30 votos em 2016.

Nos bastidores, são fortes os rumores de que será o vice do pré-candidato do PSDB.

Ou seja, o ex-secretário Rogério Santos.

Santos, aliás, não participou ontem do debate promovido pelo grupo Lide Santos alegando uma orientação do seu partido.

Isso porque, o vereador Augusto Duarte também quer participar da prévia tucana.

 

Racha no Progressistas?

 

Quanto ao Progressistas, que ganhou dois novos vereadores na janela partidária de março, há um claro racha.

Adilson Jr saiu do PTB e Zequinha Teixeira deixou o PSD para embarcar na nau 11 (número do partido).

Interessante é que Adilson Jr (ex-PT e ex-PTB) é líder do prefeito na Câmara – e tem um desempenhado um papel à altura neste sentido, pois virou ferrenho defensor da Administração Municipal.

Na sessão de quinta, foi elogiado até pela posição por defender de forma ferrenha o Executivo – e falando na terceira pessoa, como se fizesse parte da Administração – na defesa de dois projetos polêmicos.

Defesa ferrenha

“Vamos ser uma das grandes cidades deste País e um dos grandes players do mundo. Nosso nome estará marcado na história desta situação como tantas outras realizações que a ‘turma do não’ disse que não iria acontecer. Mas vai acontecer”, bradou na sessão de quinta (30), referindo-se às obras que serão entregues pela Administração.

Assim, Jr conseguiu  uma votação amplamente favorável em dois projetos polêmicos.

O primeiro que prevê o ‘calote’ – termo que ele nega, “pois haverá garantias de ressarcimento a partir do próximo ano” – ao Iprev- Instituto de Previdência dos Servidores.

Foram 14 votos favoráveis e 6 contrários (Banha – MDB, Audrey Kleys – Progressistas, Benedito Furtado – PSB, Fabrício Cardoso – Podemos, Francisco Nogueira e Telma de Souza, ambos do PT).

O montante que deixará de ser pago até dezembro chega a quase R$ 25 milhões.

A decisão tem aval do Governo Federal, que publicou decreto neste sentido em razão da pandemia.

Além disso, também foi aprovada a isenção do IPTU do futuro CAT – Centro de Atividades Turísticas, em edificação na Ponta da Praia.

Previsão de entrega em outubro, pouco antes das eleições municipais.

Enquanto os neo progressistas Adilson Jr e Zequinha Teixeira têm se posicionado sempre favoravelmente às propostas do governo municipal, Audrey Kleys tem se colocado de forma contrária em alguns momentos, como nestes dois projetos.

 

 

Audrey Kleys

Ela votou contra a isenção do IPTU ao futuro CAT e também ao ‘calote’ ao Iprev.

Aliás, apenas ela, os vereadores Antonio Carlos Banha Joaquim (MDB), pré-candidato a prefeito pelo partido. Além dos dois edis do Partido dos Trabalhadores, Telma de Souza e Francisco Nogueira, votaram de forma contrária em ambos os projetos.

Deve-se ressalvar que na isenção do IPTU ao futuro CAT, a vitória do governo foi ainda maior: 14 votos favoráveis contra 5 contrários (Banha, Audrey Kleys, Sadao Nakai – PSDB, Telma de Souza e Francisco Nogueira).

 

 

 

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