Eleições 2022

23 DE JULHO DE 2021

Salada à paulista

Por: Da Redação

A despeito das eleições ocorrerem apenas em outubro de 2022, é elevada a movimentação política.

Afinal, político parado significa tempo perdido.

Assim, alguns fatos deverão ocorrer nas próximas semanas, na visão de um experiente político, hoje sem mandato.

Primeiro, o ex-governador Geraldo Alckmin está com prazo de validade vencido dentro do PSDB.

Partido, aliás, que ajudou a fundar.

Motivo: sem espaço para disputar a legenda ao Palácio dos Bandeirantes.

Fruto do efeito João Doria, seu afilhado político, apesar do mesmo negar.

Se arrependimento matasse… – diz o velho ditado.

Doria, de olho no Palácio do Planalto, já lançou seu vice, Rodrigo Garcia, para aparecer em seu lugar em tudo que é solenidade.

E assim vai costurando o emaranhado apoio ao vice.

A máquina – e a caneta – funcionam. E muito bem.

Na última semana, o prefeito de Guarujá, Valter Suman, pulou de barco.

Saiu do PSB para o PSDB.

Ponto para Garcia, que abonou sua ficha.

Engana-se, portanto, que Garcia será carta fora do baralho.

Ao contrário.

 

Alckmin

Voltando a Alckmin, o PSD, de Gilberto Kassab, será o seu destino.

A tiracolo, o seu vice no mandato 2014/18, Márcio França, deve formar a dobrada PSD-PSB em São Paulo.

Por sua vez, ao Senado, o ex-presidente da Fiesp, Paulo Skaf (MDB), estará na disputa.

Isso com a benção de ambos.

Quem diria.

Em 2014, ambos trocaram farpas na disputa ao governo paulista.

Se a situação parece simples em São Paulo, será estranha em âmbito federal.

Primeiro, Skaf é muito próximo a Bolsonaro.

Ao que se saiba, nem França nem Alckmin nutrem simpatia pelo presidente a ponto de apoiá-lo.

No caso de Alckmin, a dúvida será: quem ele apoiará para a presidência?

O presidente do Senado, Rodrigo Pacheco, é o sonho de consumo de Kassab para lançá-lo à presidência.

Problema: é desconhecido da população.

 

PT/PSOL

Não bastasse, dificilmente o PT e/ou PSOL não estarão no segundo turno na disputa pelo Palácio dos Bandeirantes.

Seja com Fernando Haddad (PT) ou Guilherme Boulos (PSOL). Ou ambos juntos.

Pesquisas apontam neste sentido.

Resta saber se Alckmin ou Garcia estarão do outro lado da disputa.

 

PSB

Já em âmbito nacional, o PSB, de Marcio França, deve entrar em uma barca de partidos de esquerda.

Seja com o PDT, Rede, Cidadania, PV, com provável escolha de um nome.

Ou seja, Ciro Gomes, de maior densidade eleitoral.

Marina Silva deve abrir espaço, após três tentativas à presidência.

E, em eventual segundo turno, a chamada ‘esquerda democrática’ cairia no colo do PT, de Lula.

Isso se a dobrada PT – PSB já não ocorrer no primeiro turno.

Quem viver, verá, diz o experiente político.

A conferir.

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