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Eleições 2022

26 DE NOVEMBRO DE 2021

Chegada de Bolsonaro abre expectativa de base do PL crescer 50% no Congresso

Presidente regional do PL, Odair Gonzalez, falou sobre a expectativa de aumento da bancada da legenda com a filiação de Bolsonaro na terça (30).

Por: Fernando De Maria

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O PL aguarda a filiação do presidente Jair Bolsonaro para atrair nomes para as eleições de 2022.

A previsão é que a filiação ocorra na terça (30), na sede do partido, em Brasília.

Afinal, com a atual bancada de 44 parlamentares, a expectativa é chegar a 65 nomes.

Ou seja, cerca de 50% a mais.

Destaque para São Paulo, onde a legenda pretende eleger 17/18 dos 70 deputados.

Hoje, são oito eleitos, inclusive nomes como Tiririca, Marco Feliciano e Capitão Augusto.

Por sua vez, a vinda de Eduardo Bolsonaro, hoje vice-líder do PSL e de malas prontas para deixar a legenda na fusão do partido com o DEM para criação do União Brasil, é um dos atrativos para aumentar a bancada paulista.

Afinal, na eleição passada, Eduardo Bolsonaro foi o deputado federal mais votado da história, com 1.843.735, garantindo cadeiras extras na legenda.

Além disso, o partido poderá abrigar o ministro da Infraestrutura, Tarcísio de Freitas, aposta de Bolsonaro em São Paulo para concorrer ao governo paulista.

Freitas, porém, deseja concorrer ao Senado pelo estado de Goiás.

“Esta decisão caberá ao presidente e ao ministro. Se eles assim decidirem, o PL lançará candidato em São Paulo”, explica o coordenador regional da legenda e presidente do PL santista, Odair Gonzalez.

Ele participou do Jornal Enfoque – Manhã de Notícias nesta sexta (26), onde abordou este e outros temas.

Carta branca?

No entanto, engana-se quem acha que a chegada de Bolsonaro representará carta branca para ele influenciar também nos diretórios municipais.

“Isso está fora de cogitação”, ressalta.

Por sua vez, ele reconhece que a filiação do presidente já motivou idas e vindas de muitos dos filiados.

“Todo o diretório de uma cidade (não disse qual) da região pediu para sair do partido”, reconhece.

Presidente da Prodesan e coordenador regional do PL, Odair Gonzalez, falou sobre a chegada do presidente Jair Bolsonaro ao partido. Filiação ocorre na terça (30), em Brasília. Foto: Carla Nascimento

Por outro lado, a expectativa de novos nomes chegando também é enorme.

Gonzalez lembra que o único acordo entre o presidente e o ex-deputado Valdemar Costa Neto, dirigente do PL, é que o apoio anteriormente firmado com o vice-governador Rodrigo Garcia, pré-candidato ao governo do Estado, fosse desfeito.

Dessa forma, Neto já havia garantido o apoio a Garcia, vice-governador de João Doria, a quem Bolsonaro nutre total antipatia e exigiu o fim do acordo.

“Eles conversaram e o vice-governador entendeu a posição. No PL, cumprimos nossa palavra”, salientou.

“Com a decisão, o PL entregou os cargos existentes no governo do Estado”, acrescentou

No entanto, em âmbito local, o partido vai continuar dando apoio ao governo do prefeito Rogério Santos (PSDB).

Afinal, o partido tem dois vereadores da base aliada (Sérgio Santana e Lincoln Reis) e vários secretários.

Além de Gonzalez, presidente da Prodesan, também são filiados à legenda a secretária de Educação, Cristina Barletta, e de Governo, Flávio Jordão, entre outros.

Por sua vez, o partido pretende lançar dois nomes à Assembleia Legislativa na região.

Portanto, são os casos do vereador Sérgio Santana e atual diretora da Prodesan e ex-vereadora de Praia Grande, Janaína Ballaris.

Prodesan

Indagado sobre a situação financeira da empresa, a qual Gonzalez prometeu zerar sua dívida de R$ 330 milhões quando assumiu, sendo R$ 160 milhões aos quais ele questiona, o político, que já foi presidente da Câmara, esclarece.

“Queria zerar este ano, mas no serviço público tudo é travado”, lamenta.

Além disso, Gonzalez adiantou que está em processo de reavaliação de duas áreas a serem passadas à Prefeitura em troca da diminuição do déficit: a Rodoviária de Santos e a Usina de Asfalto, na Alemoa.

A ideia é que cerca de R$ 170 milhões sejam abatidos do déficit da empresa.

“Assim, a dívida cairia substancialmente. E a gente questiona R$ 160 milhões devidos à Prefeitura em razão da forma como esta dívida ocorreu em 1999 (gestão do ex-prefeito Beto Mansur, a qual ele foi secretário)”, diz.

Portanto, com a redução do déficit, Gonzalez quer ampliar a competividade da empresa.

“A Prodesan não é um peso para a Prefeitura. A empresa é superavitária todo mês. Ela recebe por serviços prestados. Já pagamos o 13º em julho e a segunda parcela já será paga no dia 10”, adianta Gonzalez.

Assim, esta é a terceira vez que ele preside a empresa.

Além disso, esteve à frente de 21 de janeiro de 1983 a 23 de julho de 1984, na gestão do ex-prefeito Paulo Barbosa.

Depois, voltou ao cargo entre 4 de janeiro de 2013 a 31 de maior de 2017, no governo Paulo Alexandre

E agora, ocupa a mesma função desde janeiro passado, na gestão do atual mandatário, Rogério Santos.

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