Bombando nas redes sociais
Uma reportagem publicada no site do principal grupo de comunicação da região provocou a ira de professores que se sentiram ofendidos com os termos empregados pela autora do texto, como pernas para o ar, molezinha dos professores, ninguém saia chiando, por exemplo. Nas redes sociais como Orkut, Facebook e Twitter, o assunto tem bombado – para usar uma expressão coloquial – com severas críticas à forma que o texto foi escrito. Alguns sites também opinam sobre o problema www.microeducacao.com.br ou www.donaanacosta.com. Ou blogs como pelaproa.blogspot.com.
Três pontos devem ser levantados nesta questão. Primeiro: misturar opinião com informação. Tal prática era muito comum até meados do século 19, quando o jornalismo começou a ter uma visão de negócio e assim, por meio das agências noticiosas, como o Reuters, os empresários perceberam que para ganhar dinheiro com a informação deveriam acabar com a opinião e valorizar apenas a informação. E toda a opinião deveria ser colocada em situações específicas para melhor entendimento das pessoas (como os editoriais nos jornais). Uma terceira vertente é o jornalismo interpretativo, onde são inseridos no texto elementos informativos, mas com dados complementares para facilitar a interpretação por parte do receptor. No caso citado, no entanto, houve uma mistura clara de opinião com informação, algo a se lamentar. Opinião deve ter espaços apropriados, ainda mais nas redes sociais, via blogs, por exemplo.
Segundo: a repercussão que um assunto lançado na web 2.0 – especialmente em um veículo de comunicação onde as pessoas procuram informações em razão da sua credibilidade – têm na atualidade, o que demanda uma maior atenção por parte dos profissionais que atuam em relação à responsabilidade social de tudo o que é postado, mas mesmo que seja retirado do ar os seus rastros irão permanecer, e o material se multiplicará formando uma verdadeira corrente on line.
Terceiro: as críticas feitas aos jornalistas. Na realidade, como em qualquer profissão, existem bons e maus profissionais. Daí dizer que os bons profissionais não ficam aqui e seguem para a Capital – como alguém escreveu em um dos blogs – vai uma enorme distância…
Além disso, as faculdades de jornalismo têm falhas, assim como as demais. Infelizmente, a educação como um todo e em todas as esferas está distante da real missão necessária para alavancar o País, como ocorre em outras nações menores, como o Chile e o Japão, por exemplo. Somente com investimentos, melhores salários, estrutura oferecida, dedicação profissional, a educação brasileira melhorará. E os reflexos, sabemos, serão apenas a médio e longo prazos.