Operação

Ex-deputado Marcelo Squassoni é preso pela Polícia Federal

Investigações apontam que Marcelo Squassoni estaria envolvido em fraudes da Codesp enquanto exercia o mandato. Prática já ocorria desde quando era fora presidente da Câmara de Guarujá

22 de agosto de 2019 - 11:41

Da Redação

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(Com informações atualizadas da Agência Brasil às 17h25)

O ex-deputado federal e ex-vereador de Guarujá, Marcelo Squassoni foi um dos alvos da Operação Círculo Vicioso, deflagrada na manhã desta quinta (22), que é a 2ª etapa da Operação Tritão – desencadeada em outubro do ano passado.

De acordo com as investigações, Squassoni recebeu ao menos R$ 1,6 milhão em esquema de corrupção no Porto de Santos.

O inquérito indica que as fraudes eram realizadas enquanto o ex-deputado era presidente da Câmara dos Vereadores de Guarujá (2013-2014).

O inquérito aponta mais de R$ 100 milhões de prejuízo para a Codesp e ao cofres públicos.

“As irregularidades envolveram o direcionamento de licitações em troca de vantagens ilícitas como o pagamento de propinas e a liquidação de despesas pessoais dos envolvidos”, diz o Ministério Público Federal.

A operação cumpre 21 mandados de prisão temporária e 24 mandados de busca e apreensão.

No estado de São Paulo, Santos, Guarujá, São Paulo, Ilhabela, Bragança Paulista e Serra Negra fizeram parte da investigação.

Squassoni não foi encontrado onde mora no Guarujá.

Entretanto, ele se apresentou na Superintendência da Polícia Federal no bairro Lapa, em São Paulo.

O mandado determina prisão temporária e é válido por cinco dias.

O político foi deputado federal de 2015 até janeiro deste ano.

Em Guarujá, foi vereador entre 1992 e 1996 e, posteriormente, de 2010 a 2014.

 

Ação conjunta

A operação da Polícia Federal, junto com a CGU e o Ministério Público Federal, foi para prender membros de uma organização criminosa que estaria há anos fraudando licitações e contratos públicos da Codesp, administradora do porto.

Foram emitidos 21 mandados de prisão temporária e 24 mandados de busca e apreensão.

Todos os mandados foram cumpridos e 2 suspeitos ainda não foram presos.

Nas fotos divulgadas pela Polícia Federal há apreensão de jóias e acessórios feitos de ouro apreendidos da residência de um dos empresários envolvidos no esquema.

Para os investigadores, o ex-deputado federal era o cabeça do esquema, já que era ele que fazia indicação de membros da antiga diretoria da Codesp, que viabilizavam a fraude e recebiam propinas mensais.

De acordo com o procurador do Ministério Público, Thiago Lacerda Nobre, o ex-deputado importou para a Codesp um esquema bem sucedido de corrupção, da época quando foi vereador em Guarujá.

Segundo o delegado Eduardo Alexandre Fontes, em um dos contratos com uma empresa de segurança, foi constatado que ele era renovado de forma fraudulenta há mais de 10 anos tendo gerado custos de R$ 100 milhões  à Codesp nesse período.

Alem disso, o serviço prestado era aquém do esperado, o que pode ter contribuído para acobertar outros delitos, como o tráfico de drogas, segundo o Ministério Público Federal.

Além disso, a força tarefa ressaltou a importância e cooperação da nova diretoria da Codesp nessas denúncias.

Dessa forma, os investigados serão indiciados por organização e associação criminosa, fraude a licitações e corrupção ativa e passiva.

 

 

Marcelo Squassoni

Squassoni, principal alvo da operação, foi deputado pelo PRB/SP, e teve três mandatos como vereador em Guarujá. Foto: Ana Caroline Freitas

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