Exploração pública
R$ 30 diários por um jornada das 10h às 18 horas, sem direito a almoço nem água para beber. É assim que trabalham os jovens que atuam nos finais de semana entregando panfletos de lançamentos imobiliários ou atuando como postes ambulantes carregando placas no pescoço.
Sem a mínima estrutura oferecida, as empresas contratantes e as próprias construtoras – especialmente as de outras localidades que costumam usar este artifício – exploram uma mão-de-obra barata e não qualificada que fica à mercê das intempéries do tempo, sob chuva ou sol.
Por qual razão o Poder Público e nossos vereadores se calam diante desta exploração? Onde está o Ministério do Trabalho para coibir tal abuso? E o Ministério Público, sempre atento às causas sociais, em razão de muitos que lá estão sendo explorados são menores? Enfim, muitas indagações sem respostas plausíveis. Até quando?