Falta de kits de autotestes de HIV obriga Gapa a suspender distribuição gratuita
O Grupo de Apoio à Prevenção à Aids da Baixada Santista – Gapa/BS teve que interromper a distribuição de kits com material de autotestagem, para detecção do vírus HIV em razão de o Ministério da Saúde não estar repassando os autotestes rápidos, desde o ano passado.
Assim, a presidente da entidade, Nanci Alonso, lamenta que a distribuição, realizada há anos de forma permanente e gratuita, tenha que ser suspensa.
Não há ainda uma perspectiva de retorno, apesar da procura na sede do Gapa e também em setores de Saúde na região, já que as prefeituras também não estariam recebendo o material.
O autoteste é rápido e a pessoa, se infectada, pode começar o tratamento imediatamente, e para que não se torne um transmissor.
“Com isso, a questão da prevenção praticamente parou. É um retrocesso na questão da Aids. E, pior ainda: também está faltando remédio na rede pública para gestantes portadoras do HIV. Está bem complicado”, explica Nanci.
Neste caso, são remédios importantes e fundamentais para o tratamento de pacientes, como o Azt injetável, Neviparina solução oral e Raltegravir 400mg.
A presidente do Gapa acrescenta: “O Azt injentável, por exemplo, a gestante portadora do HIV começa a tomar assim que inicia o trabalho de parto, até a hora do nascimento do bebê. Depois, a criança passa a tomar Neviparina, para que não seja contaminada. O remédio é uma prevenção”, alerta.
“Já o Raltegravir, o bebê toma se a mãe descobriu tardiamente que tem o vírus e começou a fazer o tratamento só então”, conclui Nanci Alonso.