Educação

Governo paulista estima em 8 de setembro o retorno das atividades escolares

A data prevista é de 8 de setembro, uma terça-feira, para todos os níveis escolares, públicos e privados. Para tanto, algumas regras deverão ser cumpridas pelas cidades paulistas.

24 de junho de 2020 - 14:18

Da Redação

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O Governo do Estado de São Paulo anunciou o plano de retomada das atividades escolares, que irão variar de acordo com cada localidade.

Ao todo, são 13,3 milhões de estudantes atingidos, além de 1 milhão de servidores da Educação em todos os níveis, tanto público como privado.

As aulas, porém, serão retomadas de forma conjunta no estado.

Isso só ocorrerá com o esforço coletivo de toda a sociedade paulista.

A data de 8 de setembro – uma terça-feira – foi divulgada como a meta para início da volta das escolas públicas e privadas pelo secretário de Educação, Rossieli Soares.

Em Santos, 8 de setembro é feriado municipal – dia de Nossa Sra de Monte Serrat, padroeira da Cidade.

No entanto, para a data ser mantida, alguns pontos precisarão ser confirmados.

Assim, os protocolos valem para a rede pública e servirão de base para as instituições particulares de forma conjunta com todos os níveis de escolaridade (educação infantil, ensinos Fundamental e Médio, além do Superior).

Apenas os cursos livres (línguas, por exemplo), com 1 milhão de estudantes, seguirão as etapas existentes em cada ação do Plano São Paulo.

Atualmente, a Baixada Santista está na zona laranja – fase 2.

Portanto, as universidades poderão agir de forma ainda mais restritivas – e não mais amplas, como a antecipação das aulas -, e assim seguir as regras já definidas pelo Estado.

 

 

 

Plano de retorno

Assim, a etapa 1 prevê que as escolas poderão funcionar com 35% da capacidade.

Ou seja, alunos terão aulas de forma híbrida – ou seja, enquanto 35% tem aulas presenciais, o restante terá de forma digital.

No entanto,  em forma de rodízio.

Não haverá perda em notas ou faltas, inclusive com possibilidade de recuperação aos alunos.

No entanto, se uma região regredir para as fases laranja ou vermelha (2 ou 1), a reabertura será suspensa naquela localidade.

Hoje, cinco regiões paulistas estão na fase vermelha (Barretos, Ribeirão Preto, Vale do Ribeira, Presidente Prudente e Marília).

Já as demais estão na fase laranja.

Para isso, todas as regiões no estado deverão ficar por dois ciclos consecutivos (14 dias cada, totalizando 28 no total), pelo menos, na fase amarela do Plano SP.

Portanto, a fase amarela prevê também abertura parcial de salões de beleza, barbeiros e também bares e universidades.

Para passar à fase seguinte, com capacidade de 70% dos alunos, serão necessários que 60% das regiões paulistas passem para a fase 4 (verde) durante duas semanas seguidas (14 dias).

E, por fim, com 100% das atividades nas escolas, haverá necessidade de 80% das regiões paulistas estarem na fase verde durante 14 dias.

Assim, os meses de julho e agosto servirão para avaliar o avanço e a redução dos casos no estado.

“Temos um tempo bastante seguro para tomar estas decisões”, diz Carlos Carvalho, do centro de contingência do Estado de São Paulo.

Testes

O secretário de Educação do Estado, Rossieli Soares, reconhece que os servidores da Educação que forem sintomáticos deverão fazer testes antes das atividades escolares presenciais.

Além disso, profissionais da Educação que estão no grupo de risco atuarão, no primeiro momento, com atividades virtuais aos alunos.

“Eu senti na pele os riscos da doença para quem é do grupo de risco”, salientou o secretário.

Diabético, ele ficou na UTI durante vários dias em decorrência de complicações de saúde por causa do Covid-19.

Rossieli não descarta que o ano letivo 2020 possa avançar para janeiro ou fevereiro de 2021.

Além disso, o uso, além das máscaras, das faces shields pelos profissionais de Educação.

 

Outros pontos para toda a rede (pública e privada)

  • Distanciamento social de 1,5 metros entre as pessoas – em especial na sala de aula – exceto na Educação Infantil
  • Recomendável o uso remoto complementar com o retorno gradual às aulas físicas
  • Organização de horários de entrada e saída, evitando aglomeração e fora dos horários de pico
  • Feiras, palestras, seminários, torneios esportivos estão proibidos
  • Revezamento de turmas nos intervalos dos recreios
  • Uso obrigatório de máscaras nas escolas, transporte escolar e todo percurso
  • Consumo de água potável de forma individual (canecas/copos) – sem uso dos bebedouros
  • Higienização das salas – antes e depois do fim das aulas e de forma periódica
  • Retirada do lixo 3 vezes por dia
  • Ambientes ventilados

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