As obras de construção de um canal de drenagem nas imediações da rotatória da Alemoa, entre o final do viaduto Paulo Bonavides e a avenida Engenheiro Augusto Barata, provocam algumas alterações no tráfego de veículos a partir desta sexta-feira (09/01). Ao quadruplicar a capacidade atual de vazão de águas pluviais, a intervenção realizada pela Autoridade Portuária de Santos (APS) irá solucionar o problema crônico dos alagamentos na região da Alemoa, na entrada de Santos.
Desde 20 de outubro, a APS constrói uma pista alternativa para desviar o trânsito, já que a implantação do canal de drenagem exige a interdição das faixas de saída do Porto. A obra suprime a atual rotatória — que dará lugar a retornos nos dois sentidos — e altera o fluxo de veículos na região.
Entenda como fica o trânsito
– Para os veículos vindos da Via Anchieta pelo viaduto Doutor Paulo Bonavides, com destino à Alamoa Industrial, será necessário pegar a primeira saída à direita, na rua Doutor Albert Schweitzer, retornando por debaixo do viaduto pela rua Augusto Scaraboto.
– Os veículos vindos do terminal da BTP com destinos em direção à Ponta da Praia terão de sair pela faixa da direita ao lado do viaduto e contornar a Alamoa Industrial pelas ruas Aurélio Batista Félix, dos Italianos e Doutor Albert Schweitzer atravessando à esquerda no semáforo para o viaduto Paulo Bonavides.
Portanto, o desvio afeta o trânsito apenas no sentido da saída do Porto – a pista alternativa é mais estreita que a atual, portanto com menor capacidade de escoamento, o que pode provocar algumas retenções de tráfego durante a realização das obras, que irão até janeiro de 2027. A pista no sentido da entrada no Porto não será afetada pelos trabalhos.
Maior capacidade de drenagem
A região da Alemoa é um dos maiores pontos críticos de Santos nos períodos de chuva que apresenta severos alagamentos. Portanto, causa transtornos para a população local e para a operação portuária, com interrupções no tráfego de caminhões, ônibus e carros.
A pequena vala de drenagem hoje existente no final do viaduto mede 1,5 m x 1,5 m, sendo insuficiente para o escoamento das águas pluviais. Um canal de 5 m de extensão por 2 m de largura substituirá a vala, quadruplicando a atual capacidade de vazão. Assim, as obras serão a solução definitiva para o problema crônico dos alagamentos no local.
Além da drenagem, as obras realizadas pela APS incluem a troca do atual calçamento de paralelepípedos por um piso asfáltico, o que também irá contribuir para uma maior fluidez do tráfego, visto que as três faixas de rolamento ficarão bem definidas. Dessa maneira, dois retornos com entrada livre substituirão a rotatória e facilitarão o trânsito dos veículos.
Durante toda a obra, agentes da Guarda Portuária estarão no local para orientar os motoristas. Um guincho da corporação ficará de prontidão para o caso de ocorrências que exijam a remoção de veículos da pista.
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