Pesquisa Enfoque

Pesquisa mostra que maioria dos santistas aprova isolamento social

Ao todo foram ouvidas 600 pessoas por telefone, entre os dia 16 a 20 de abril

24 de abril de 2020 - 18:33

Humberto Challoub

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Demonstrando grande preocupação com a pandemia de coronavírus, a maioria dos santistas é favorável às medidas restritivas em vigor e com a ampliação, até o próximo dia 10 de maio, do período de quarentena determinado pelo Governo Estadual.

A adesão acentuada às políticas de prevenção à expansão do contágio em Santos, que, entre outras medidas, estabeleceram o fechamento de diversos segmentos do comércio e o isolamento social, fica evidenciada a partir do levantamento desenvolvido pela Enfoque Comunicação, realizada com 600 moradores, com perfis distintos, a pedido da Prefeitura de Santos.

Na consulta, realizada por meio de contato telefônico, no período de 16 a 20 de abril, 86,1% admitiram que estão “preocupados” (38,3%) e “muito preocupados” (47,8%) em relação ao avanço do número de casos de Covid-19, ao mesmo tempo em que disseram “concordar” (75,8%) com as ações adotadas até o momento com o objetivo de limitar a circulação de pessoas e o funcionamento do comércio no Município.

Apesar dos recentes movimentos realizados que pedem a antecipação do retorno de atividades comerciais e sociais, ainda é maioria (53,8%) os que são favoráveis à manutenção da quarentena, enquanto que 38,4% entendem que ela já deveria ser “flexibilizada”.

Também são maioria (59,6%) os que consideram o isolamento das pessoas como a melhor maneira de lidar com a pandemia, e 20,9% são de opinião que a quarentena deveria apenas ser determinada aos idosos e demais grupos de risco, como pacientes com morbidades e doenças crônicas. O resultado da consulta deixa evidente o grande temor de contrair a doença entre os moradores consultados.

Ele supera, em muito, a preocupação com as possíveis consequências econômicas que ela pode ocasionar.

Além do risco de morte, 81,6% dos consultados demonstram “medo” de contrair a doença e ser hospitalizado, ou que isso possa ocorrer com algum dos seus familiares.

Apenas 11,3% temem perder o emprego ou o negócio, e 4,1% de sofrer redução da renda ou do salário.

 

 

Confiantes

O levantamento pela Enfoque Comunicação constatou igualmente que pelo menos 66,3% dos entrevistados atribuem conceitos positivos ao trabalho desenvolvido pela Prefeitura de Santos no combate à pandemia.

Quase um terço dos munícipes consultados (31,6%) sentem-se “confiantes” com as iniciativas adotadas pela Administração Municipal no enfrentamento do coronavírus, enquanto que 29,8% revelam-se “esperançosos e otimistas” com os resultados que poderão ser alcançados com as ações desenvolvidas.

Em contrapartida, 20,6% opinaram que, apesar das medidas adotadas em âmbito municipal, ainda sentem “insegurança” e “medo” de que elas não produzam os efeitos desejados; e 4,8% disseram estar “decepcionados” com as ações realizadas.

Mais da metade dos entrevistados (56,6%) também são de opinião que “cuidar primeiro da saúde e da vida dos pacientes” deve ser, nesse momento, a prioridade máxima dos governantes, e 25% consideram como “prioritárias” a abertura gradual das atividades econômicas.

 

Reflexos políticos

O levantamento realizado pela Enfoque Comunicação também avaliou os reflexos políticos que resultarão do desempenho e a forma como os governantes estão lidando com a pandemia.

Questionados se a atuação dessas autoridades influenciará na hora da escolha dos futuros pleiteantes nas eleições municipais (prefeitos e vereadores), 71% entendem que sim, e 12,1% admitem que isso poderá ocorrer.

Em relação à atuação das autoridades nos três níveis de governo, Federal, Estadual e Municipal, o presidente Jair Bolsonaro aparece na consulta como o menos determinado em solucionar os problemas decorrentes da pandemia. Do total consultado (600 pessoas), 55,8% classificam como “pouco” ou “nada” empenhado, sendo que apenas 28,1% avaliam positivamente seu desempenho.

Somente 35,2% avaliam que ele está à altura do cargo que ocupa.

Já a atuação do governador de São Paulo, João Doria, é reconhecida pela maioria (68,6%) dos entrevistados, que o classificam como “empenhado” e “muito empenhado” nas ações desenvolvidas pelo governo paulista. Por sua vez, 24,1% têm opinião contrária, considerando pouco ou nenhum empenho no combate à doença. A maioria (62%) considera que ele está à altura do cargo.

Nesse quesito, o prefeito santista, Paulo Alexandre Barbosa, é o que aparece com os melhores índices de avaliação. No total, 77,3% classificam como “empenhado” e “muito empenhado” em resolver as questões referentes às ações desenvolvidas para evitar a propagação indiscriminada do coronavírus.

O prefeito santista também é classificado como um governante “à altura do cargo” por 71,5% dos moradores contatados no levantamento.

 

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