Por vandalismo ou furto, placas de inauguração somem e apagam passado | Boqnews
Foto: Divulgação

Obras públicas

20 DE JULHO DE 2018

Por vandalismo ou furto, placas de inauguração somem e apagam passado

Por vandalismo, furto ou de forma proposital, placas de inauguração de obras desaparecem e quando são repostas, em várias ocasiões, acabam apagando o passado de quem as inaugurou.

Por: Da Redação

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Por vandalismo, furto ou simplesmente ignorância, placas de inauguração de obras públicas costumam desaparecer.

Antes de bronze, hoje foram substituídas, na maioria das vezes, em razão do seu valor por aço escovado ou alumínio.

São de menor valor, mas ainda cobiçadas.

Apesar disso, elas continuam sendo objeto de procura, muitas vezes por usuários de drogas que buscam nelas uma forma de troca por alguns trocados para satisfazer seus vícios.

É claro, isso ocorre, pois existe o receptador, ou seja, quem adquire tais produtos.

Mas nem sempre tal prática é coibida como se deveria.

Não bastasse a despesa ao Erário Municipal, deve-se salientar uma outra prática –  também lamentável – que alguns governantes estão adotando.

Ou seja, além da retirada da placa, seja por furto, vandalismo ou de forma proposital, está ocorrendo até a substituição da mesma pelo mandatário do momento.

E assim, apaga-se uma parte da história das próprias cidades.

É o caso do busto de Zumbi dos Palmares, inaugurado pela ex-prefeita Maria Antonieta de Brito, em Guarujá, em 13 de maio de 2014 (como atesta a foto acima).

 

No entanto, em dezembro do ano passado,  o busto havia sido vandalizado, tendo a sua placa de identificação arrancada. (conforme foto acima)

De imediato, foi solicitada a reposição da mesma.

Meses depois, a placa foi reposta e o busto passou por pequenas melhorias, como implantação de revestimento externo.

No entanto, o busto e a localização dele foram mantidos.

No entanto, o mais surpreendente é que a menção anterior foi simplesmente ‘apagada’ da história, com a instalação de uma nova placa, como se a homenagem fosse exclusiva do atual prefeito, Valter Suman (ver foto abaixo).

A iniciativa deixou simpatizantes de Antonieta extremamente irritados com a falta de respeito em razão do ato e à memória.

 

Santos também

Algo semelhante ocorre em Santos.

No Emissário Submarino junto à obra comemorativa ao centenário da imigração japonesa, entregue em 2008, a placa comemorativa à inauguração simplesmente foi arrancada da pedra que a abrigava. (foto acima – Divulgação)

A bela escultura foi projetada pela artista plástica japonesa Tomie Ohtake.

Na ocasião, a obra foi inaugurada pelo príncipe herdeiro do trono japonês, Naruhito,  simbolizando a importância da escultura para a relação Brasil-Japão.

O prefeito da época era o atual deputado federal João Paulo Tavares Papa (PSDB).

No entanto, até o momento ela não foi reposta.

A única placa existente no local é da entrega da revitalização da obra, em agosto do ano passado, quando o Instituto Tomie Ohtake, em parceria com a AkzoNoble, representante das tintas Coral no Brasil, repintaram a escultura de 15 metros.

No processo, foram utilizados 72 litros de tinta automotiva para garantir a cor rubi original, assim como a proteção contra o clima e a maresia.

A entrega desta melhoria foi entregue pelo atual prefeito, Paulo Alexandre Barbosa, também do PSDB.

O ato está registrado em uma placa no local.

 

Resposta

A Secretaria Municipal de Cultura (Secult) informa que a base de sustentação para a nova placa está sendo refeita e a previsão de reinstalação é até o fim do mês de agosto.

Já a A Secretaria de Cultura de Guarujá informa que foi colocada uma nova placa, porque o local foi alvo de vandalismo.

“A identificação atual do monumento teve autorização do Conselho de Igualdade Racial e também assinada pelo prefeito Válter Suman”.

Nada cita, portanto, sobre a placa anterior.

 

Prática comum

Procurando na internet, é possível identificar que tal prática é mais frequente do que se imagina.

Em Palmas, a reinauguração de parque sem a placa original provocou até ação judicial. (confira o link).

O mesmo ocorreu na pequena Nova Santa Rosa, no Paraná, com uma escola infantil. (confira o link).

Portanto, a prática, infelizmente, é mais frequente do que se imagina e um desrespeito à história das próprias cidades.

 

 

 

PS.: Todas as fotos são de divulgação e enviadas por internautas

 

 

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