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Praia Grande faz pesquisa de opinião sobre passagens da Via Expressa

A pressa para chegar ao destino final e o fato de achar as passagens subterrâneas distantes foram alguns dos fatores…

18 de agosto de 2009 - 12:30

Da Redação

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A pressa para chegar ao destino final e o fato de achar as passagens subterrâneas distantes foram alguns dos fatores apontados por 227 pessoas entrevistadas durante pesquisa realizada pelas secretarias de Trânsito e Transporte (Setransp) e Planejamento Estratégico e Gestão (Seplan) de Praia Grande. A ação, que teve a solicitação do Núcleo Municipal de Prevenção a Violência e Promoção da Vida (Nupvida), teve a finalidade de diagnosticar os motivos que levam os moradores a atravessarem pela Via Expressa Sul, não utilizando as passagens de nível existentes.


O resultado final foi apresentado em reunião do Nupvida. “Quando questionados sobre o motivo de não utilizarem as passagens, 77 (47% do total de pedestres ouvidos) disseram que passam pelas pistas da Via Expressa por estarem com pressa”, explicou a supervisora de campo e consultora técnica da Divisão de Gestão da Seplan, Luciana Oliveira de Almeida. “Outras 34 (21%) responderam que utilizavam de forma incorreta, pois o destino final ficava na direção de onde atravessava”.


A pesquisa ocorreu de 11 a 14 de maio, sendo que nos três primeiros dias foram feitas no Bairro Ocian, na direção da Rua Oceânica Amabile, entre os viadutos Antônio Artur Paes Pinto (5) e Doutor Roberto Andraus (6). No último dia, os pesquisadores estiveram em frente ao Cemitério Municipal, no Bairro Aviação, e depois defronte ao supermercado Atacadão, no Guilhermina.


Ao todo foram questionados 163 pedestres (72%) e 64 ciclistas (28%). Destes, 164 (72%) entrevistados vinham direto de suas casas e 93 (41%) tinham como destino final o comércio do outro lado da via. A pesquisa permitiu diagnosticar também que a maioria dos que não utilizam as passagens subterrâneas, 165 pessoas, reside no Bairro Anhanguera.


“Quando perguntados sobre o principal motivo que os levam a não utilizarem as passagens subterrâneas, 34 pessoas (15%) apontaram a falta de segurança. Outras 12 (5%) disseram que a distância é o principal fator”, destacou a supervisora de campo. “Eles disseram que possíveis soluções para o problema: iluminação noturna adequada e câmeras de segurança nas passagens”.


Ações


Segundo o secretário da Setransp, João Carlos Moreno Gallego, algumas medidas já foram tomadas pela Administração Municipal. “Uma delas foi modificar o local do ponto de ônibus, trazendo-o para a direção da passagem subterrânea de pedestres, localizada no Bairro Ocian, atendendo a solicitação dos moradores do entorno”.


Outra ação que será realizada pela Setransp é uma campanha educativa especialmente dirigida. “Faremos um trabalho de conscientização junto às pessoas que passam pelas pistas da Via Expressa Sul. Enfatizaremos aos pedestres e ciclistas, a importância da utilização das passagens de nível atravessar a Via, para a própria segurança destes,”, finalizou o secretário.

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