Santos registra queda de internações por Covid-19 no mês de junho | Boqnews
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Covid-19

02 DE JULHO DE 2021

Santos registra queda de internações por Covid-19 no mês de junho

Em um mês, índice de ocupação de leitos de UTI/Covid cai de 78% para 55% na cidade de Santos; vacinação explica atual cenário

Por: João Pedro Bezerra

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A taxa de ocupação em leitos de UTI/Covid em Santos começa a ter uma queda significativa, o que traz esperança de dias melhores.

Para se ter uma ideia, no dia 31 de maio, o índice de ocupação de leitos de UTI/Covid na cidade era de 78%, algo preocupante e que deixava as autoridades municipais em alerta para um possível lockdown, como ocorreu entre o fim de março e o começo de abril.

Entretanto, felizmente, o percentual teve uma diminuição em junho, atingindo a marca de 55% na ocupação no último dia do mês. Vale destacar que a maioria destas internações estão em hospitais privados. Além disso, a cidade não registra uma ocupação de leitos de UTI/Covid maior que 60% desde o dia 23 de junho.

Em síntese, Santos viu o número de internações de pacientes com coronavírus despencar de 259 para 138 em 30 dias, conforme dados divulgados pela Secretária de Saúde Municipal.

Razões

Uma das razões para esta queda acentuada está no avanço da vacinação na cidade que já tem mais de 55% da população imunizada com a primeira dose. Dessa forma, Santos tem um dos melhores índices de vacinação no Estado de São Paulo.

Importante frisar que a grande taxa de idosos no município contribui para este panorama. No total, mais de 242 mil santistas já foram vacinados com a primeira dose do imunizante, sendo que aproximadamente 94 mil já completaram o esquema vacinal com as duas doses. Vale destacar que o intervalo de doses da Coronavac/Butantan é de 28 dias e da Astrazeneca/Oxford e Pfizer é de 12 semanas. Quem estiver com a segunda dose atrasada deve procurar os postos de vacinação para poder completar a eficácia dos imunizantes.

Segundo dados da Prefeitura de Santos, cerca de 4.800 pessoas deixaram de voltar aos postos para completar a imunização, isso significa que 2% da população vacinada está com a segunda dose atrasada.

Um detalhe importante é que o município recebeu recentemente uma pequena quantidade da vacina da Janssen, que tem dose única e já passou a ser oferecida para a população. Neste momento, pessoas com mais de 39 anos podem ser imunizadas no município, ou seja, houve uma antecipação no calendário de vacinação, pois de acordo com a previsão do Governo do Estado de São Paulo a próxima fase de vacinação começa no dia 15 de julho para a população de 35 a 39 anos.

Em algumas cidades da região, como Guarujá e São Vicente, a população com mais de 37 anos já pode receber a primeira dose.

Médico

Segundo o infectologista, do Instituto Emílio Ribas e professor do curso de Medicina da UNAERP – Guarujá, Leonardo Weissmann, esta queda nas internações está ligada à vacinação “Grupos com maior risco, como idosos, portadores de doenças crônicas e profissionais da saúde, têm uma cobertura vacinal mais alta do que o restante da população. Entretanto, não há motivo para comemorações, já que o vírus e suas variantes, que são bastante transmissíveis, continuam circulando.

Consequentemente, o número de casos e de internações podem voltar a subir. Não dá para abandonar as regras básicas de prevenção, como distanciamento físico, uso de máscaras respiratórias, higiene frequente das mãos, e ambientes ventilados”, frisou o infectologista.

Mortes

As mortes também tiveram uma queda acentuada no último mês. Os números referentes a junho ainda são provisórios e podem sofrer alterações. Entretanto, os dados indicam uma diminuição de óbitos, apesar do número ainda ser alto.

Conforme dados do site Santos Mapeada, o município registrou 112 mortes por Covid-19 em junho; em maio, foram 174 e 242 em abril, mês com mais vítimas pelo coronavírus na Cidade desde o início da pandemia.

A faixa etária com mais mortes em junho foram as pessoas com 50 a 59 anos. Vale destacar que este grupo começou a receber a primeira dose do imunizante neste mês, ou seja, estima-se que haja uma queda em breve neste grupo.

Questionado sobre os óbitos com os idosos que já tomaram a vacina, o infectologista Leonardo Weissmann citou que nenhuma vacina tem eficácia de 100% e protege completamente “A resposta depende do organismo de cada pessoa. A vacina não protege contra a infecção, mas contra formas mais graves da doença, hospitalização e morte. Falhas podem acontecer, mas não são comuns. Ainda é preciso manter as demais normas de prevenção, enquanto o vírus e as suas variantes continuarem circulando e se propagando em alta velocidade”, concluiu.

Brasil

O Brasil registrou uma queda na média móvel de mortes nesta semana. Na última quinta-feira (1), a média estava em 1.558 óbitos, menor número desde o dia 8 de março.Importante frisar que o número ainda continua em patamares elevados, mas a expectativa é que este número não volte a subir mais. A segunda onda da pandemia da Covid-19 foi devastadora no País. No dia 6 de abril, por exemplo, foram contabilizadas 4.211 mortes. Mais de 520 mil brasileiros perderam a vida por conta do coronavírus até o momento.

O País já ultrapassou a marca de 100 milhões de doses aplicadas, sendo mais de 35% da população já recebeu a primeira dose, mas pouco mais de 12%, a segunda, índice que vai crescer a partir deste mês.

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