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13 DE MARÇO DE 2009

Vasco cederá área para projeto imobiliário

A assinatura do contrato de venda é o passo que falta para que uma parte do terreno onde se localiza o Clube de Regatas Vasco da Gama seja negociada com o Grupo Mendes, do empresário  Armênio Mendes. A informação foi confirmada ao Boqueirão pelo atual presidente da instituição, Luiz Antônio de Alvarenga, o Pepino.O acordo […]

Por: Da Redação

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A assinatura do contrato de venda é o passo que falta para que uma parte do terreno onde se localiza o Clube de Regatas Vasco da Gama seja negociada com o Grupo Mendes, do empresário  Armênio Mendes. A informação foi confirmada ao Boqueirão pelo atual presidente da instituição, Luiz Antônio de Alvarenga, o Pepino.

O acordo prevê a negociação de uma área nos fundos do terreno da agremiação, que hoje ocupa 9.985 m2, para a construção de empreendimentos imobiliários, enquanto no terreno da frente, que ocupará 4.526 metros quadrados do atual clube, será levantada uma nova sede, com dois pisos, mas cujo projeto final segue em sigilo.

Segundo Pepino, a área que ficará para o novo Vasco, com 5.459 m2 , será maior do que a mínima exigida (em virtude do terreno onde está situado o clube seria de aproximadamente 3 mil  m2), pela  Lei

Complementar nº 589/06, que determina que os primeiros 35 metros das avenidas da orla para dentro sejam utilizados para construções de caráter cultural, esportivo ou recreativo (onde se encaixa o clube).

Para se ter uma idéia, o terreno onde se localizará a nova sede irá até pouco antes de onde está atualmente a piscina da agremiação. “A área será maior porque foi acertado que ficaríamos com mais dez metros além do mínimo exigido pela legislação vigente. Teríamos, portanto, 45 metros de extensão para a manutenção das atividades do clube”, explica o mandatário.

O presidente não quis falar de valores, mas conta que o projeto aceito pela instituição, seguindo decisão da Comissão de Vendas formada por conselheiros do clube em março do ano passado, visava quitar as dívidas da agremiação, orçadas em aproximadamente R$ 4,5 milhões, e fornecer caixa para que se iniciassem os trabalhos na nova sede. “O grande objetivo é manter o clube vivo, mas de uma maneira sustentável”, define.

O contrato com Mendes, no entanto, só não foi assinado ainda porque está emplacado junto à Prefeitura, devido à Lei Complementar nº 551, de 27 de dezembro de 2006, que determina o recolhimento de determinada quantia para a utilização dos terrenos situados atrás dos 35 metros.

Quantia essa que varia de acordo com o que se deseja construir, sendo de maior valor  à cobrada para condomínios residenciais.
 No entanto, a expectativa, de acordo com o presidente, é a de que o clube seja entregue aos compradores até abril, para que se possam começar as obras. Durante a construção da nova sede, as atividades da agremiação ocorrerão em um salão que fica ao lado da piscina.

Circunstâncias
A venda de parte do terreno do clube é uma realidade pela qual passam os clubes da Ponta da Praia há anos, e cujo tombamento chegou, inclusive, a ser pedido, para que se evitassem demolições. Muitos dos problemas passam pelo abandono de associados e das próprias administrações.

No caso do Vasco, restaram apenas 11 sócios pagantes para pouco mais de mil remidos. Além disso, a instituição ainda responde a questões judiciais e chegou a ter a luz cortada no ano passado. Com a concretização da venda, o clube deverá ser o primeiro da Ponta da Praia a iniciar o trabalho de reconstrução por meio da parceria. “O desejo é comemorar nosso centenário, em 2011, em uma sede que dignifique a história do Vasco”, finaliza.

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