Dr. Bruno Pompeu

As fases da lua e a Medicina

Novo artigo do médico Bruno Pompeu associa as fases da lua com a Medicina

30 de julho de 2018 - 15:01

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A civilização grega e depois a romana tinham por hábito associar fenômenos da natureza ( sol, lua, água, ar, frutas, animais, fogo, gelo,etc) a situações de doenças, comportamentos e denominações de anatomia.

Era a imaginação que se encaixava numa situação que posso descrever algumas.

Guerreiros quando destroçavam um joelho, encontravam uma cartilagem em forma de lua crescente e a esta estrutura deram o nome de menisco vindo do grego meniskos.

Deram o nome de um clarão de estrelas que juntas parecia uma rua, avenida que veio do latim “via” e por ser branca, lembrava leite, láctea, via Láctea.

Povos vizinhos, os gregos, denominavam o mesmo fato com a expressão galáxia, de galactos, leitoso.

Na medicina temos o termo galactorréia para o leite exuberante das mamas podendo ser espontânea ou não.

Os antigos falavam e justificavam o nascimento de uma criança à uma pequena semente que se introduzia na mãe, dando assim origem a palavra sêmen.

Há muitos séculos é hábito dizer que o indivíduo vive no mundo da lua, é o distraído.

Ou está de lua, está nervoso, irritado.

Ou ainda, ela está de lua, menstruada.

Pacientes em uso de corticóide por tempo prolongado passam a ficar com a fisionomia em lua cheia.

Por fim, a observação da meia lua da unha, lanula, faz parte do exame clínico pois em doenças malignas e ou crônicas seu desaparecimento é forte indicativo de que algo vai muito mal com sua saúde.

Em obstetrícia, semanas e fases da lua sempre foram observadas há séculos.