“O começo é a parte mais difícil do trabalho”. Essa foi uma das frases marcantes do filósofo grego, Platão, que serve como reflexão e estímulo nesses tempos difíceis na economia do Brasil. Embora a inflação elevada e o desemprego crescente tragam grande “dor de cabeça” aos trabalhadores, esses fatos acabam agindo como incentivo para as pessoas abrirem novos negócios e superarem a crise financeira.
Dessa forma, muitos brasileiros encontram no empreendedorismo uma saída para a falta de oportunidades no mercado de trabalho. Segundo pesquisa do Serviço de Apoio às Micro e Pequenas Empresas de São Paulo (Sebrae), três em cada dez brasileiros possuem uma empresa ou estão envolvidos com a criação de um negócio próprio. Em dez anos, a taxa total de empreendedorismo no Brasil aumentou de 23% em 2004 para 34,5% no ano passado.
Na comparação mundial, o Brasil, com 34% atualmente, destaca-se com a maior taxa de empreendedorismo no planeta, quase 8 pontos percentuais à frente da China, a segunda colocada. O número de empreendedores entre a população adulta no País é também superior ao dos Estados Unidos (20%), Reino Unido (17%) e Japão (10,5%).
Cautela
Contudo, nem sempre criar uma empresa pode ser tão fácil assim. De cada 10 empresas que abrem as portas, sete deixam de existir até o quinto ano de operação. O Brasil é recordista na modalidade empreendedorismo “por necessidade”.
Sem planejamento e de forma espontânea, a maior parte das iniciativas empreendedoras no Brasil acaba em falência. Ao contrário do que acontece nos países desenvolvidos, onde as pessoas fazem negócios próprios por vocação, sonho ou oportunidade de mercado.
Os gestores públicos, por sua vez, devem intervir a favor dos empreendedores em períodos de crise, com financiamentos e programas de consultorias públicas, diminuindo os riscos de fracasso ao se administrar um negócio próprio e, assim, gerar novos empregos e receita para as suas regiões.
Incentivo
Criada pela Prefeitura em junho de 2014 para agilizar licenciamentos de novas empresas, a Sala do Empreendedor Santista foi uma aposta bem sucedida no Município, atingindo 26 mil atendimentos (média de 2.340 por mês). Essa iniciativa já garantiu a abertura de 1.386 microempresas e empresas de pequeno porte até setembro deste ano, além de 1.186 microempreendedores individuais, demonstrando o interesse das pessoas pelo empreendedorismo.
Setores de vestuário e acessórios, pedicure e manicure são os negócios mais procurados pelos microempreendedores em Santos. Por outro lado, a unidade de Santos do Banco do Povo Paulista também dispõe de mais de R$ 3 milhões para empréstimos a empreendedores da Cidade, que já possuem negócio e desejam a sua ampliação.
Por fim, o empreendedorismo deve ser visto como uma forma de desenvolvimento local, resolvendo os problemas sociais de seus habitantes e ajudando a região a sair ilesa de uma forte crise econômica.
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