Nos últimos meses, a China tem convivido com um velho fantasma: a volta da temível sífilis, praticamente erradicada há mais de 50 anos com a descoberta da penicilina e que atualmente é a doença sexualmente transmissível mais comum em Xangai.
No Brasil, uma doença ainda não identificada está deixando em alerta o setor de saúde da Bahia. Nos últimos dias, onze pessoas em Salvador e no litoral norte do Estado apresentaram fortes dores musculares e eliminaram urina preta.
Agora, mais uma doença põe em alerta as autoridades brasileiras: a febre amarela, com 14 mortes desde o início do ano e grande número de casos suspeitos notificados no interior de Minas Gerais. Isso sem falar das também transmitidas pelo mosquito Aedes Aegipty, como dengue, Zika e Chikungunya.
Retorno
Doenças infecciosas, que já foram grandes inimigas da humanidade séculos atrás e sumiram do mapa, estão de volta e se alastram, intrigando sanitaristas e a população, pois se há informação, tecnologia e experiências adquiridas no passado, por que elas voltaram a atormentar novamente o planeta?
De acordo com especialistas médicos, esses males são classificados como emergentes e reemergentes. As doenças reemergentes são conhecidas há muitos anos, mas que, de repente, têm a incidência aumentada.
No meio científico, essa reintrodução coincide com o modelo de desenvolvimento econômico atual, baseado na exploração do trabalho, na competição e o desmatamento de florestas. Acrescenta-se ainda a fome, as desigualdades sociais, a pobreza, o desemprego e as condições de vida das populações pobres que vivem nos meios urbano ou rural.
Prevenção
O fato é que o avanço dessas doenças também se verifica pela ausência de programas governamentais, uma vez que o Brasil deixou de investir em campanhas sanitaristas de prevenção ao longo dos anos, que foi a forma de erradicação de algumas dessas doenças. Tanto a febre amarela, quanto a dengue, foram controladas no início do século com uma série de ações organizadas pelo sanitarista Oswaldo Cruz, com base na eliminação dos mosquitos por meio da limpeza das cidades.
Santos tem feito ações de prevenção de forma intensiva há décadas. Contra a dengue e outras doenças, a secretaria de Saúde tem realizado varreduras em vários locais, como residências, terrenos abandonados e até cemitérios, com uma competente equipe de controle de vetores da pasta.
Outra estratégia é alertar munícipes que pretendem viajar para regiões silvestres, rurais ou de mata do País, como Tocantins, Goiás, Pará, Distrito Federal, Minas Gerais e Mato Grosso do Sul, orientando a todos a se vacinar contra a febre amarela, disponíveis nas policlínicas da Cidade.
E os santistas conscientes, portanto, que façam a sua parte: descartem lixo em lugares próprios para evitar os focos de reprodução do mosquito transmissor da dengue e outros males, pois a responsabilidade é de todos.
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