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21 DE ABRIL DE 2015

Esperando o dinheiro

Por: Da Redação

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Prefeitos de 75 cidades do País, comemoraram, em 2012, o anúncio da presidente Dilma Rousseff a respeito da liberação de R$ 7 bilhões, para obras de mobilidade urbana, financiadas pelo Governo Federal. Tais recursos, contemplados no PAC Mobilidade Médias Cidades, são destinados para investimentos em obras em geral, como aneis viários, linhas de metrô, túneis e corredores de ônibus. Esses municípios, importantes centros regionais, estão na linha de frente do desenvolvimento sustentável do País e é agora a oportunidade para os prefeitos conseguirem promover as grandes e necessárias mudanças urbanas e viárias em suas cidades.

Potencial
Sabedores desse potencial de desenvolvimento municipal, os gestores públicos reconhecem que há grandes desafios para construção de Cidades mais humanas, acessíveis e saudáveis e, para alcançarem seus objetivos, precisam investir em infraestrutura, inclusive nos setores portuário e aeroportuário.

A Cidade de Santos, que também consta nesse rol de Municípios beneficiados com recursos do PAC, necessita, é muito, ampliar a sua infraestrutura urbana. Há mais de meio século que o Município não realiza nenhuma grande obra viária e isso ficou evidente com o fechamento da única entrada de Santos para caminhões, que seguiam para o porto, durante o incêndio nos tanques de combustíveis de uma empresa na Alemoa.

Embora o Porto de Santos seja fundamental para o desenvolvimento econômico do Município, é muito mais importante para exportações e importações nacionais. Afinal, é o principal terminal portuário da Nação, cujo cais concentra cerca de 50% do Produto Interno Bruto (PIB) do Brasil e responde por quase de 35% do nosso comércio exterior pelo modal marítimo.

No aguardo
O prefeito Paulo Alexandre Barbosa, desde o seu primeiro dia de mandato, em 2013, vem se empenhando em tirar do papel obras de grande porte e estratégicas para a Cidade e o País, principalmente a entrada da Cidade e o acesso ao porto. Ocorre que essas ações dependem principalmente da participação dos governos Federal e Estadual, devido ao alto volume de recursos que essas obras exigem para a sua execução.

A Prefeitura de Santos, com recursos próprios, já fez a sua parte para iniciar essas obras, com a abertura do processo de licitação e a obtenção do licenciamento ambiental, que conta também com o apoio do Governo do Estado de São Paulo, dentro de seu campo de atuação. Agora, só falta o Governo Federal agilizar a liberação das verbas necessárias para iniciar essas intervenções no local, acabando, finalmente, com os congestionamentos de carros de passeio e transporte de cargas.

Portanto, a presidente Dilma Rousseff deve atentar para o fato de que o Porto de Santos é indispensável para ajudar o País a sair dessa atual estagnação econômica, priorizando o dinheiro prometido para a entrada da Cidade, sob o risco de se tornar mais uma obra do PAC parada como tantas outras no Brasil.

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