Foto: Divulgação Dívida Pública Federal

Opiniões

18 DE JULHO DE 2021

Festa do caqui

Por: Jairo Sergio de Abreu

Ao aprovar a Lei de Diretrizes Orçamentárias (LDO) para o próximo ano prevendo um déficit de R$ 170 bilhões, senadores e deputados federais aproveitaram o ensejo para promover uma verdadeira festa do caqui, aumentando em quase três vezes o valor que será destinado pelos cofres públicos ao fundo eleitoral, de R$ 2 bilhões para R$ 5,7 bilhões.

Festa do caqui II

A matéria foi aprovada em rápida tramitação na Câmara Federal por 278 votos a 145, com uma abstenção; e por 40 votos a 33 no Senado, revelando união de propósitos, predominou a vontade do bloco formado pelo centrão, integrado pelo PSL, PSDB, PL, PP, PSD, MDB,DEM, PTB, Solidariedade, PROS, Cidadania e PSC.

Festa do caqui III

Contra o aumento de gastos públicos com propaganda eleitoral se alinharam os partidos de oposição, PT, PSB, PDT, Podemos, PSOL, PV, Rede e Novo. Três deputados do PSDB paulista também não concordaram em participar da festa e se posicionaram contra a orientação do partido: Alexandre Frota, Eduardo Cury e Samuel Moreira.

Festa do caqui IV

Os dois representantes da região na Câmara Federal demostraram opiniões contrárias: enquanto Bozzella Jr. (PSL), vice da legenda, aprovou o substancial aumento do Fundo Eleitoral, Rosana Valle (PSB) votou contra a elevação dos gastos.

Puxão de orelha

Em reunião com o novo conselho da Prodesan, seu presidente, Odair Gonzalez, deu um puxão de orelha na prefeitura, seu maior devedor. Reclamou ‘da falta de providências’ pelo não cumprimento do termo de pagamento celebrado há 20 anos pelo Município.

Sem devolver

Irregularidades foram apontadas pelo Tribunal de Contas do Estado no contrato firmado pela Secretaria de Educação de Santos com a creche Solar dos Anjos e Educação Infantil. A entidade recebeu R$ 953,6 mil, mas não comprovou gastos no valor de R$ 253,9 mil. Além disso, a diretora recebia salário bruto quatro vezes superior à média da remuneração.

Emprego garantido

Interessante é que a entidade tem como presidente um suplente de vereador do PSB – que já assumiu o Legislativo em algumas ocasiões – hoje empregado na Secretaria de Serviços Públicos de Santos em cargo comissionado.

Contas aprovadas

Com valor de R$ 20,2 milhões, o contrato firmado pela Prefeitura e o Instituto Social Hospital Oswaldo Cruz em 2018 foi aprovado, com recomendações, pelo Tribunal de Contas.

Contas rejeitadas

Por sua vez, o órgão rejeitou as contas de dois legislativos da região: de São Vicente, referentes a 2016, presidido por Alfredo de Moura; e os embargos de declaração interpostos pelo ex-deputado Marcelo Squassoni, que fora presidente do Legislativo de Guarujá em 2013, objeto da decisão.

Salsichas

Já em Praia Grande, o órgão rejeitou o contrato firmado pela Municipliadade em pregão realizado em 2016 pela prefeitura para a compra de salsichas tipo hot dog pelo valor de R$ 640,9 mil.

Quem Responde?

Será…
que o presidente Bolsonaro terá coragem de vetar o aumento do Fundo Eleitoral aprovado pelo Centrão?

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