Não foi surpresa a escolha do vereador Manoel Constantino (PMDB) para ocupar a presidência da Câmara santista, em razão da morte do antigo titular, vereador Marcus De Rosis, no último sábado (8). Afinal, os vereadores que manifestaram agora apoio ao seu nome são os mesmos que, em janeiro, elegeram o ex-presidente.
Mar de mágoas II
Mesmo sendo integrado por alguns vereadores de oposição, o grupo sempre votou alinhado ao Executivo, cumprindo ipsis litteris os acordos alinhavados à época por De Rosis, que sempre foi admirado como hábil articulador político. Assim, não seria agora a razão das mudanças.
Mar de mágoas III
Estranha-se, com isso, a posição infantil adotada pelos vereadores pertencentes ao partido do prefeito Paulo Alexandre Barbosa (PSDB) e de legendas que integram sua base de apoio. Como meninos mimados, se retiraram do plenário durante a eleição de Constantino para protestar. Se até a oposição é a favor, quem haveria de ser contra?
Triste coincidência
E a vida reserva sempre o imponderável. Por obra do destino, um dos últimos projetos apresentados na Câmara pelo vereador Marcus de Rosis (PMDB) dispõe sobre a dispensa de pagamento ao serviço funerário municipal de Santos de taxas, emolumentos e tarifas devidas em razão da realização de funeral.
Nome certo
Se ainda há dúvida sobre a transferência do vereador tucano Hugo Duppré para o PSD, já está certo que o ex-diretor executivo da Agem e cunhado do prefeito Paulo Alexandre Barbosa, Marcos Aurélio Adegas, assumirá a presidência da legenda em Santos com a missão de organizar a chapa que disputará as próximas eleições municipais. Adegas já presidiu o PSDB santista.
Eventos sob holofotes
O ministro da Secretaria Geral da Presidência da República, Miguel Rossetto, é mais um membro da cúpula do PT colocado sob suspeita pelo jornalista Diogo Mainardi, que assina o blog O Antagonista. Até aí nenhuma surpresa, haja visto sua conhecida verve antipetista.
Eventos sob holofotes II
A novidade, nesse caso, é que a suspeita é motivada pela contratação, sem a realização de licitação, da empresa de origem santista Una Marketing de Eventos, por R$ 48 milhões. Segundo o jornalista, a empresa possui contratos com cinco ministérios, quatro estatais e um banco público, e, nos últimos cinco anos, embolsou mais de R$ 23 milhões.
Eventos sob holofotes III
Um dos destaques é o contrato firmado com o Ministério da Educação, no valor R$ 27 milhões. No entanto, os serviços da Una, cujos donos são santistas, não se limitam ao Governo Federal. Em São Paulo, ela também firmou contratos milionários com a Secretaria de Direitos da Pessoa com Deficiência e com a Fundação para o Desenvolvimento da Educação (FDE), conforme o jornalista.
Preteridos
Os conselheiros da Prodesan estão irritados com o tratamento que a Prefeitura de Santos tem tido com a empresa em razão da contratação de empreiteiras externas para a realização de obras na Cidade. Na última reunião do Conselho, foram elencados os motivos da queda de faturamento da autarquia, como o pouco uso da Usina de Asfalto, na Alemoa.
Preteridos II
Conselheiro e acionista da empresa, Lupércio Mussi defende que Prodesan precisa contar “com mais interesse político por parte da Acionista Controladora (Prefeitura), visto que ela tem contratado mais serviços de terceiros”. A queixa foi compartilhada pelo conselheiro Marcos Teixeira, que reclamou mais apoio à empresa para garantir sua sobrevivência e reduzir sua condição deficitária.
Preteridos III
Um exemplo deste tipo de situação pode ser conferida em obras simples, que antes eram executadas pela Secretaria de Obras ou pela Prodesan, como a construção de urnas de ossuários no Cemitério do Paquetá, cuja empresa contratada Sarcha Engenharia vai cobrar R$ 91 mil.
Fora do ar
Contadores e funcionários que atuam nos departamentos financeiros de empresas reclamam que o site da Prefeitura de Santos tem saído do ar constantemente, impedindo a emissão de notas fiscais eletrônicas, por exemplo.
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