“Lá vem chegando o verão; No trem da Estação da Luz; É um pintor passageiro; Colorindo o mundo inteiro; Derramando seus azuis”.
A letra da música do cantor e compositor Alceu Valença exalta a estação mais atraente e talvez a mais preferida dos brasileiros. Apesar do clima alegre que a chegada do verão proporciona às pessoas, ele traz, atualmente, uma preocupação para os diversos setores da economia do País, diante de um quadro nacional que combina dólar ascendente e inflação crescente.
Neste domingo, os relógios, em alguns Estados, devem ser adiantados em uma hora, dando início ao “horário de verão”, que serve para minimizar o excesso de consumo de energia elétrica em alguns momentos do dia, principalmente no início da noite.
Consciência
Assim, o maior aproveitamento da luz natural faz com que o pico de consumo de eletricidade diminua durante esse período, evitando-se uma sobrecarga do sistema de distribuição de energia e redução nas suas tarifas. Em tempos de recessão, seguir as ações básicas de economia consciente de energia virou prioridade absoluta. O mesmo conselho vale para o uso de água, mais consumida no período de calor. Dono do maior potencial hídrico do planeta, o Brasil corre o risco de chegar até o final de 2015 com problemas de abastecimento de água em mais da metade dos Municípios. O diagnóstico é da Agência Nacional de Águas (ANA).
O levantamento mapeou a demanda e oferta de água nos 5.565 Municípios brasileiros e estimou em R$ 22 bilhões o total de investimentos necessários para evitar a escassez. Ou seja, o planejamento da gestão de águas é um problema em todo o País, tanto na sua captação, quanto no tratamento e distribuição.
Consumo
Enquanto isso, as empresas brasileiras fazem malabarismos para “esquentar” a temporada. Por coincidir com as férias escolares, essa época é propícia às viagens, sobretudo para cidades litorâneas. Com o dólar nas alturas, agências de viagens de navios colocaram mais opções para destinos nacionais, promovendo cruzeiros mais curtos e baratos. Os navios internacionais ficam no Brasil uma média de três meses e meio e são responsáveis por milhares de postos de trabalho durante todo o verão.
Já os empresários do setor de fabricação de condicionadores de ar, bem como todo o setor industrial do País, estão apreensivos neste verão. De acordo com a Associação Nacional dos Fabricantes de Eletrodomésticos e Eletrônicos (Eletros), apesar das temperaturas recordes registradas no País ano após ano, a projeção do setor é fechar em queda em relação a 2014, na produção e venda desses aparelhos. Isso porque, com a alta do dólar, alguns componentes do produto dobraram de preço e aumentaram seu valor final.
Os dias abafados do verão não são nada confortáveis, mas, em meio a uma crise econômica e instabilidade política, a temporada promete ser quente em todos os sentidos.
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