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Opiniões

16 DE AGOSTO DE 2015

O pai que se foi

Por: Da Redação

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O mês de agosto  parece ser o mais assustador do calendário, por conta de diversos  acontecimentos negativos, com mortes trágicas e repentinas, envolvendo artistas, escritores e grandes personalidades políticas da história nacional.

Esse período parece conspirar, principalmente, contra o cenário político brasileiro, com perdas de grandes personalidades, que partiram para o Plano Superior. Rapidamente, vem à mente três importantes nomes: Getúlio Vargas, Juscelino Kubitschek e Eduardo Campos. Todos, ao saírem surpreendentemente de cena, deixaram, cada um à sua época, uma enorme lacuna no tabuleiro ideológico e político brasileiro.

Perda
Chegou novamente agosto, considerado, pelos antigos romanos, como o mês do desgosto ou azar, agora para tirar a vida de um dos maiores políticos da nossa região: o vereador Marcus de Rosis! Eu conheci esse menino no pátio do Colégio Santa Cecília, onde cursávamos o antigo ginásio no distante ano de 1972. Lembro-me bem como ele gostava de praticar esportes na quadra da escola e discutir política nos intervalos das aulas, de forma firme e inteligente.

Naquela época, o aluno atrevido e determinado já se destacava como uma liderança estudantil, sempre disposto a defender e ajudar os amigos, demonstrando a sua forte personalidade desde a adolescência.

E essas marcantes características de esportista e político, aliadas ao seu jeito seguro, conciliador e extrovertido, moldaram, com certeza, o seu caráter ao longo desses anos, transformando-o num dos líderes mais influentes  da nossa região nesses setores.

Legado
Tanto que deixou um legado no esporte de Santos. Como secretário municipal de Esportes,  criou bons projetos que ajudaram a ratificar o nome da Cidade como uma das mais importantes do País nessa área. Seu currículo político, então, merece destaque: já estava no sexto mandato como vereador e era o atual Presidente da Câmara de Santos. Ele já havia comandado a Casa Legislativa outras três vezes.

A grande maioria dos vereadores, especialmente os mais jovens e em início de mandato, consideravam-no como um pai e ouviam constantemente seus conselhos. Se firmava compromissos políticos, honrava sua palavra até o fim. A sala da Presidência estava sempre aberta para ouvir todos os legisladores, abraçando-os de forma fraternal, bem como recebia, com carinho, todos os servidores da Câmara Municipal.

Quis o destino que Marcus de Rosis fosse embora nas vésperas do Dia dos Pais, uma dor irreparável principalmente para os seus filhos. Não bastasse isso, a morte do presidente da Câmara Municipal deixa um enorme vazio na política e no esporte santistas. Porém, escreveu uma bela história na Cidade.  Descanse em paz, meu amigo Marcus de Rosis.

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