Um trunfo da natureza, rodeada por ambientes inóspitos e cenários enigmáticos capazes de tirar o fôlego de quem se aventura até suas terras. A região da Patagônia, localizada em sua maior parte na Argentina, mas com uma porção que vai além da fronteira com o Chile, é cercada de montanhas imponentes, vales, desertos, florestas, bosques de pinheiros e lengas (árvores nativas da região) – tudo rodeado por seus inúmeros lagos, rios e cachoeiras e com uma fauna rica e diferenciada.
No verão, a temperatura mais quente atinge os 10 graus e no inverno pode chegar aos 20 graus negativos. Os ventos frios são constantes e fazem parte da paisagem patagônica, podendo nevar até mesmo no verão. Do lado argentino, a estância de Bariloche, que fica na província de Rio Negro e próxima às Cordilheiras dos Andes, é a mais conhecida pelos brasileiros, que desejam praticar o snowboard no maior complexo de pistas da América do Sul. Já do lado chileno, destaque para o Parque Nacional Torres del Paine.
Ideal para a prática do camping, em lugares definidos pelos guardas florestais, com estrutura rudimentar, que inclui sanitário e abastecimento de água, o lugar é formado por uma imensa cadeia de montanhas, onde a atividade de trekking é sempre bem-vinda. A melhor época para visitar o parque vai de outubro a março, quando as temperaturas estão mais razoáveis e menos imprevisíveis, já que lá pode nevar e fazer sol – tudo no mesmo dia!
A estudante Victória Camargo, de 21 anos, realizou o sonho de conhecer o lugar, que ainda é pouco explorado pelos turistas, e dotado de belezas naturais exuberantes. Segundo ela, para quem tem mais tempo, uns 4 ou 5 dias, pode aproveitar para realizar uma das grandes atrações do parque, o desafiante Circuito “W”, numa caminhada pelos pontos principais, entre os vales das Torres.
Existe ainda um caminho mais longo, onde o visitante percorre o Circuito “O”, numa volta completa na montanha, num período que pode ir de 7 e 10 dias, dependendo da disposição e condicionamento do viajante. Vale lembrar que por isso mesmo não pode faltar na mochila uma série de itens básicos, como: protetor labial, óculos de sol, luvas, boné, gorro, cachecol, capa de chuva, calçados apropriados, como botas especiais, casacos reforçados, e uma boa câmera profissional.
Segundo a estudante, a comida também não deve ser esquecida, já que na maioria dos lugares, dentro do parque, não há onde comprar por perto. Aliás, a gastronomia local que é praticamente baseada em frutos do mar, ainda conta com as famosas parrillas e empanadas argentinas.
Quanto à hospedagem, a infraestrutura oferecida pelo complexo é simples, mas confortável. A moeda local é o peso, e vale a dica: com a desvalorização do real, o bom é que se tenha na carteira, além de pesos, também os bons e velhos dólares que, aliás, estão mais em alta do que nunca! Mas, que de acordo com a estudante, em se tratando da Patagônia, proporcionam uma renovação e uma paz de espírito – estas sim, impagáveis!
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