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14 DE JUNHO DE 2024

Real, o valor da estabilidade

Humberto Challoub

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Próximo de completar, no próximo dia 1º de julho, 30 anos em vigência, o Real simboliza o acerto da política econômica brasileira instituída para colocar fim ao tenebroso período em que o País conviveu com a hiperinflação, época em que os índices chegaram a atingir taxas hoje impensáveis, com a maior registrada em 1993, quando acumulou 2.477% no ano, como registrou o Índice Nacional de Preços ao Consumidor Amplo (IPCA).

O equilíbrio financeiro produzido pelo Plano Real resultou na estabilidade econômica do País, pela redução significativa da inflação e pela consolidação de políticas monetárias mais sólidas.

É justo que se reconheça que muito do sucesso atribuído ao Real se deve aos esforços contínuos das administrações federais na manutenção do equilíbrio fiscal, fator preponderante para inibir o retorno da inflação motivada pela emissão de moeda sem o devido lastro.

Contudo, como se vê, ainda há muito o que fazer para permitir que os benefícios gerados pela estabilidade econômica alcance as camadas menos favorecidas da população, especialmente quando é sabido que sobre os mais pobres ainda incidem proporcionalmente o peso maior dos impostos.

Dessa forma, a reforma tributária a ser implementada a partir da criação das leis ordinárias poderá se tornar um importante instrumento de justiça social e de distribuição de renda, a partir da desoneração das famílias de menor poder aquisitivo e pela menor taxação das cadeias produtivas responsáveis pelo comércio de alimentos e mercadorias de primeira necessidade.

Já é mais do que hora de aliviar o peso dos impostos e encargos que recai principalmente sobre os trabalhadores, penalizados até aqui por um sistema tributário arcaico que necessita ampliar a base de arrecadação para cobrar de muitos o que hoje é pago por poucos.

Nesse contexto, a necessidade cada vez maiot de gerar recursos para a manutenção das administrações públicas revela-se como o principal combustível para impulsionar a volta dos processos inflacionários, cujas resultantes maléficas são muito conhecidas por várias gerações de brasileiros.

Lamenta-se, portanto, que ao invés de atuar com austeridade e priorizar a destinação de recursos exclusivamente aos projetos sociais e de melhoria da infraestrutura produtiva nacional, por meio da implementação de projetos de estado desenvolvidos em médio e longo prazos, o atual Governo opte por dar preferência ao financiamento de ideários partidários visando a perpetuação no poder.

O País já não mais necessita de salvadores da pátria ou planos econômicos mirabolantes, mas apenas o uso coerente e racional dos muitos impostos arrecadados da população.

 

Humberto Challoub é jornalista, diretor de redação do jornal Boqnews e do Grupo Enfoque de Comunicação

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