Dr. Bruno Pompeu

Sinais e sintomas

24 de agosto de 2012 - 21:06

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É milenar que a grande maioria dos diagnósticos na medicina geral seja feitos através de sinais e sintomas, aliados ao exame clínico. Prontuários bem preenchidos, com letra legível e sequência lógica de atendimento, tornam-se instrumentos de segurança para paciente e médico. É obrigação dele manter o prontuário, tanto no serviço público como no particular, bem confeccionado e em dia, até porque é a sua defesa em uma situação de litígio.
Detalhes de uma febre arrastada com emagrecimento poderão levar a diagnósticos de doenças infecciosas muito sérias. Perda de apetite, peso, ou sono são detalhes que fazem a diferença. Qualificar uma dor, tipo cólica, sua irradiação e frequência são pontos cardiais para localizar a moléstia. Um desconforto respiratório, com ou sem febre, a necessidade de respirar ao ar livre, a presença, ou não, de escarro distinguem a doença pulmonar da cardíaca.
Tornozelos inchados, com ou sem história de alguns medicamentos, e diminuição do volume urinário, com inchaço facial pelas manhãs, podem qualificar um problema renal.
Ínguas ou gânglios, se simétricos e dolorosos, menos mal. Quando grandes, indolores e irregulares, há sinal de doenças mais sérias e preocupantes.
A simples observação diária das fezes é também de fundamental importância e pode ser crucial para um diagnóstico certeiro. A observação de sede é fato que implica o rastreamento de diabetes por aumento do açúcar, do cálcio ou problemas de hipófise.
Ganho e perda anormal de peso são indicativos de doenças malignas, metabólicas ou psiquiátricas.Exame clínico minucioso dos olhos, mucosa oral, unhas e pelos são grandes informantes de patologias ocultas. O simples desaparecimento da meia-lua das unhas já é indicativo de doença crônica importante. Assim como a queda de pêlos na altura das canelas e pés sugere problemas cardiopulmonares.
Saiba, leitor: o bom médico vasculha, investiga, rastreia. Ouvir o doente, examiná-lo pelo tato, percussão, ausculta e olfato ainda são instrumentos seguros – e fundamentais – no diagnóstico. Afinal, se Deus nos deu os sentidos da visão, audição, tato e olfato, que os utilizemos a favor da vida.