Trânsito ágil | Boqnews

Opiniões

07 DE SETEMBRO DE 2015

Trânsito ágil

Por: Da Redação

array(1) {
  ["tipo"]=>
  int(27)
}

O número de carros não para de crescer no País. Com o aumento da frota, o Brasil já tem um automóvel para cada 4,4 habitantes. São 45,4 milhões de veículos de passeio. Há dez anos, a proporção era de 7,4 pessoas por unidade. Assim sendo, o trânsito passou a ser um dos maiores vilões das grandes Cidades brasileiras.

Capitais, como São Paulo (a que mais sofre com o problema), Rio de Janeiro, Brasília e Recife, não suportam mais os frequentes engarrafamentos. A média de horas perdidas no trânsito na capital paulista, por exemplo, é de três horas diárias, equivalendo a um mês inteiro dentro do carro ou do ônibus por ano.

Nos países desenvolvidos, as pessoas utilizam o transporte público, porque ele é confortável e seguro. O Brasil, porém, ainda prefere investir no transporte individual, em vez do coletivo, levando mais carros para um espaço cada vez menor, principalmente pelo financiamento barato e farto na compra de veículos.

Alternativas
Além de provocar conseqüências muito mais graves do que os atrasos e transtornos enfrentados diariamente pelos motoristas, os congestionamentos custam muito dinheiro, prejudicam a saúde da população e atrapalham o crescimento do País. Por isso, a Companhia de Engenharia e Tráfego (CET) instalou semáforos inteligentes para dar maior fluidez no trânsito da nossa Cidade.

Em Santos, não são poucas as reclamações dos motoristas de que demoram quase uma hora para chegar em casa ou no trabalho, num percurso que antes levavam 20 minutos. A Prefeitura, no entanto, vem investindo forte em novos meios de locomoção na Cidade para desafogar o trânsito. O transporte coletivo ficou mais confortável e acessível e o uso da bicicleta caiu no gosto do santista, tendo em vista as várias ciclovias que interligam os bairros.

O desafio passa agora a tornar o trânsito mais ágil e seguro. Santos é uma Cidade com pouco espaço viário para crescer, mesmo com novas intervenções. Entretanto, muitas medidas, antes vistas com descrédito pela população passaram a ser primordiais. A CET promoveu a limitação de estacionamentos nos canais em horários de pico, além de instalar rotatórias (em detrimento de mais semáforos) em vias menos movimentadas. Essas medidas geraram, no início, protestos dos moradores, mas hoje produzem efeitos positivos e são considerados essenciais para a fluidez no trânsito.

Mudanças
É fato, todavia, que o nosso maior problema é a educação (ou a falta dela). O brasileiro em geral é mal educado – como pedestre, motorista ou ciclista – seja quando não atravessa a rua na faixa de segurança, estaciona em local proibido e pedala na calçada ou na contramão. Programas de educação no trânsito como o Faixa Viva, ainda vão demorar muito para emplacar, justamente por essa falta de conscientização das pessoas.

Respeito, cortesia e responsabilidade são determinantes para a transformação do comportamento do homem no trânsito. Sem isso, quaisquer alterações na Cidade de nada adiantarão.

Deixe um comentário

O seu endereço de e-mail não será publicado. Campos obrigatórios são marcados com *

Notícias relacionadas

ENFOQUE JORNAL E EDITORA © TODOS OS DIREITOS RESERVADOS

desenvolvido por:
Este site usa cookies para personalizar conteúdo e analisar o tráfego do site. Conheça a nossa Política de Cookies.