Sol Nascente
José Adelson

Professor de língua japonesa e jornalista.

Tristes recordações

Há 69 anos, o Japão sofreu sua pior tragédia em Hiroshima, e três dias depois em Nagasaki. Em Santos, o dia da luta pelo desarmamento nuclear contou com cerimônia realizada no Emissário Submarino.

01 de setembro de 2014 - 10:19

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Há 69 anos, o Japão sofreu sua pior tragédia nos dias 6 de agosto, em Hiroshima, e três dias depois em Nagasaki, sobre os efeitos da bomba atômica. Em Santos, o dia da luta pelo desarmamento nuclear contou com cerimônia realizada no Emissário Submarino.

Há 42 anos, Santos se tornou cidade-irmã de Nagasaki. As pessoas se reuniram em frente ao monumento dos imigrantes para celebrar a data de quando é lembrada a tragédia de Nagasaki no ano de 1945.

“O momento é de reflexão e serve para passar aos jovens essa mensagem para que esses fatos não se repitam e que sejam banidas as armas nucleares no mundo”, afirmou o presidente da Associação Japonesa de Santos, Alcides Tadaki Sekitani.

Em Hiroshima, a bomba deixou 221.893 mortos e inúmeras pessoas afetadas pela radiação. As vítimas foram, na maioria, mulheres e crianças. Milhares de pessoas foram desintegradas. Os japoneses que sobreviveram aos ataques atômicos são conhecidos como Hibakushas.

Muitos desenvolveram câncer e outros tiveram filhos com problemas de saúde. No Brasil, viviam até o ano de 2010, 185 deles. No ato solene, compareceram cerca de 80 pessoas na sua maioria japoneses e descendentes, além das autoridades locais como o presidente da Câmara de Santos, Sadao Nakai, e o vice-prefeito, Eustázio Alves Pereira Filho.

Outras pessoas participaram da manifestação pela paz mundial, como os senhores Kunihiko Bonkohara, João Carlos Goia, Sergio Doi, Jorge Ajifu e Paula Quagliato, secretária de Assuntos Internacionais da Prefeitura de Santos. Bomba atômica nunca mais!

Parabéns Brasil!
Parabéns Japão!