Sol Nascente
José Adelson

Professor de língua japonesa e jornalista.

Tristes recordações

31 de março de 2015 - 05:28

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No Japão, 270 mil pessoas ainda não podem voltar para as suas casas. Os japoneses recordaram no último dia 11 de março o terceiro aniversário do terremoto e do tsunami, que provocaram um acidente nuclear, devastando o nordeste do país, deixando aproximadamente 20 mil vítimas. Em Tóquio, foi realizada uma cerimônia oficial em homenagem às vítimas, na presença do imperador Akihito e de sua esposa Michiko, assim como o primeiro ministro – Shinzo Abe.

O imperador manifestou pesar pelas vítimas e desaparecidos do maremoto que desvastou o litoral de Myagi, Iwate e Fukushima, que abriga um complexo nuclear e que desde então, virou para muitos, sinônimo de desastre atômico: “Rezo por um retorno a tempos de serenidade”, disse Akihito.

De acordo com os números oficiais, 15.884 pessoas morreram e 2.633 permanecem na lista de desaparecidos. “Nossos pais continuam desaparecidos. Não acredito que vamos conseguir encontrá-los, mas viemos participar da busca porque queríamos fazer algo para ajudar”, explicou Miho Suzuki, ex-moradora da cidade de Namie, atualmente desabitada.

Tributo a Iwojima
Em homenagem aos 70 anos da Batalha de Iwojima, um dos combates mais sangrentos ocorridos na Segunda Guerra Mundial, pela primeira vez os japoneses enviaram dois ministros à cerimônia. Japão e EUA realizaram o encontro no último sábado (21) para enfatizar a data desta sangrenta batalha ocorrida quando a guerra já se aproximava do final.

Os dois ministros de estado que compareceram à cerimônia foram o titular da pasta do Bem-Estar Social, Yasuhisa Shiozaki e o da Defesa, Gen Nakatani. Paralelamente ao evento, Nakatani conversou com o secretário da Marinha americana, Ray Mabus, conforme divulgado pela agência Kyodo News.

O triste saldo desta intensa batalha travada no Pacífico foi a perda de 22 mil soldados japoneses e cerca de 6.800 americanos, mortos em apenas 35 dias, quando marines tomaram a ilha oficialmente denominada “Iwo-To”, localizada a 1250 km, ao sul de Tóquio. Veteranos e familiares dos mortos discursaram durante a cerimônia, enaltecendo a unidade entre as duas nações, conforme a agência Kyodo News.

Tradição nipônica

Conheça as ocasiões em que você deve se curvar no Japão. No país, o ato de se curvar pode significar uma saudação, uma apresentação, mostrar respeito ou desculpas. Curvar o corpo ou Ojigi, significa “arco”, uma parte essencial da vida no Japão.

As pessoas se curvam quando dizem “oi”, quando agradecem a alguém, quando se desculpam, ao se despedirem ou ao se apresentarem. Há várias ocasiões quando as pessoas devem se curvar. É comum os japoneses cumprimentarem as pessoas conhecidas curvando levemente a cabeça e os ombros em um ângulo de aproximadamente 10 graus. Um gesto similar também pode ser usado quando se despedem.

Embora o ato do aperto de mão (akushu) venha sendo aceito como uma forma de cumprimento, muitos japoneses ainda não estão familiarizados.