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Opiniões

27 DE FEVEREIRO DE 2021

Um ano depois

Por: Da Redação

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Após um ano do registro do primeiro caso de Covid no Brasil, os números mostram o quanto erramos no combate à doença. Afinal, ultrapassamos a triste marca de 250 mil mortes pelo coronavírus, batendo recordes diários em mortes. Para se ter ideia, 2017 foi o ano quando mais morreram brasileiros por uma única doença. Foram 112 mil brasileiros vitimadas pelo infarto – menos da metade em relação à Covid.

Números da realidade

O Brasil representa 2,7% da população mundial, mas chega a mais de 10% dos óbitos pela doença em termos globais. E pior: com números crescentes de óbitos, lotações nos leitos de enfermaria e UTIs, e falta de vacinas diante do negacionismo reinante do governo e parte da população. Um cenário que nem o mais criativo cineasta imaginaria há um ano quando surgiu o primeiro caso.

Cenário preocupante

Não bastasse, os dados apresentados pelo Ministério da Saúde para compra de vacinas preocupam. Se tudo ocorrer como previsto no papel – da aquisição até a entrega-, até o final do ano apenas 49% da população estará vacinada, totalizando 211 milhões de doses – bem distante das 450 milhões necessárias para atender a todos os brasileiros.

Necropolítica

Em entrevista ao Jornal Enfoque – Manhã de Notícias, da Boqnews TV, o ex-ministro da Saúde, o médico sanitarista Arthur Chioro classifica como ‘necropolítica’ a forma como o Governo Federal tem lidado com a doença. Ele crava que, se não ocorrerem mudanças pelo governo Bolsonaro, o cenário só melhorará no segundo semestre de 2022, uma tragédia para a saúde pública e economia do País.

Sem previsão

Exemplo da diferença entre fala e ação está na própria planilha divulgada pelo Ministério da Saúde a governadores na semana passada. É o caso da previsão de entrega – sem confirmação de compra e prazo – do primeiro lote da vacina da Pfizer, que recebeu o aval da Anvisa nesta semana. Data? Até 31 de julho.

Saindo na frente

Pré-candidato ao governo do Estado pelo PSB, o ex-governador Márcio França já alinha acordos visando as eleições do próximo ano na disputa pelo Palácio dos Bandeirantes. Ele quer se colocar como o maior opositor ao governador João Doria, que poderá não concorrer à reeleição de olho na disputa presidencial.

PSDB para o PSB?

França pode mudar de posição caso entre na disputa o governador Geraldo Alckmin, que espera ser o escolhido pelo PSDB para entrar na disputa e tentar seu quinto mandato à frente do governo paulista. Caso não consiga, o PSB está de ‘braços abertos’ para Alckmin.

Senado

Deputada mais votada da história, Janaína Paschoal está insatisfeita no seu partido, o PSL. Ela gostaria que o ministro do TSE, Luis Barroso, acatasse liminar que permita as candidaturas avulsas, sem ligação com os partidos. Repleta de ‘ses’, Janaína pensa que, caso tudo ocorra como planejado, poderá colocar seu nome na disputa ao Senado em 2022.

Aniversário

Completa um ano que as portas do IML – Instituto Médico Legal em Santos estão fechadas, trazendo transtornos às pessoas que necessitam do serviço.

Ba-fa-fá

A indicação de uma pessoa ligada à deputada Rosana Valle (PSB) a um cargo comissionado na Prefeitura de Guarujá provocou o maior ba-fa-fá. O prazo entre a indicação e a exoneração durou apenas quatro dias.

Quem Responde?

Será…
que as pessoas não perceberam
quem o vírus da Covid é o maior inimigo de todos?

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