Coluna 3
Jairo Sergio de Abreu

Vão seguir?

Com a confirmação da região na fase amarela, com restrições ao funcionamento do comércio, e com as cidades cheias de turistas, como irão agir os prefeitos do litoral? Análise do jornalista Jairo Sergio.

08 de janeiro de 2021 - 20:36

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Vão seguir?

Depois da ameaça do secretário de Desenvolvimento Regional, Marco Vinholi, que afirmou que as cidades que não seguirem as regras do Plano São Paulo irão ‘para o fim da fila’ em investimentos em infraestrutura caso necessitem de recursos do Estado, os prefeitos da região se veem em novo desafio.

 

 

Fase amarela

Afinal, a Baixada Santista está entre as regiões que permanecem na fase amarela e deverão seguir as regras a partir de segunda (11).

A despeito de mudanças de critérios anunciadas pelo governo paulista, alguns pontos certamente vão provocar atritos, especialmente nas cidades litorâneas, que estão lotadas nesta época do ano.

 

Teoria e…

A fase amarela permite 40% de ocupação presencial para todas as atividades liberadas e expediente de até dez horas diárias.

O atendimento presencial terá que ser encerrado às 22h em todos os setores.

Porém, nos bares, as portas devem fechar ao público às 20h.

Atividades não essenciais que geram aglomeração, como festas, baladas e shows, continuam proibidos.

 

… prática

No entanto, basta circular pelas ruas e perceber que os bares estão longe de serem fechados neste horário.

Sem contar a realização de eventos públicos que se espalham, especialmente pela periferia, mas também em casas noturnas em áreas nobres.

Prefeitos vão cumprir a determinação do Estado ou atender a demanda de comerciantes/empresários?

Difícil dilema.

 

 

Tristes números

No mesmo dia que o Brasil ultrapassou 200 mil mortes pela Covid-19, Santos registrou 930 santistas que perderam a vida para a doença.

Assim, do total de brasileiros mortos, 0,5% residiam no Município.

A cidade, porém, representa 0,2% da população brasileira.

Sinal que algo está errado em relação às internações de pacientes com Covid, tanto pelo Poder Público como pelos planos privados/hospitais.

 

Martelo batido

Após manifestações no ano passado de professores e pais cujos filhos necessitam de atendimento especial na rede municipal que temiam a terceirização dos serviços, o prefeito Rogério Santos (foto) bateu o martelo: os 405 professores mediadores continuarão exercendo a função.

E a demanda não atendida será feita por profissionais contratados por organizações da Sociedade Civil da área.

 

Fôlego

Aliás, o prefeito mostra que está com o fôlego em dia.

Para anunciar o início de obras no Monte Serrat e conversar com moradores, subiu com tranquilidade a escadaria do bairro.

 

Bodas de prata

Ocupando cargos como secretário e presidente de autarquias, além de vice-prefeito, o engenheiro Antonio Carlos Gonçalves, o Fifi (foto acima), consegue um feito impressionante.

Desde 1996 ocupa cargos de confiança, tendo passado pelos governos Beto Mansur (2 mandatos), Papa (2), Paulo Alexandre (2) e Rogério Santos, que o nomeou presidente da CET.

 

Oportunidade

Aliás, de volta à CET, Silva terá melhores condições de se defender dos acórdãos do Tribunal de Contas, que consideraram irregulares as contas de 2013, 2015 e 2016 da empresa, período quando era presidente.

 

Minha casa, meu aluguel

Com mais dois imóveis locados no final do ano passado à Prefeitura santista, uma empresa ligada à conhecida construtora da Cidade não tem o que reclamar.

Somados, os aluguéis de quatro imóveis – todos para serviços na área da saúde – chegam a quase R$ 120 mil mensais.

 

Nas redes

O ex-prefeito Paulo Alexandre Barbosa se prepara para estrear seu site na Internet.

 

 

Perguntar não ofende…

Será…
que a Anvisa vai colocar algum empecilho em relação à aprovação da Coronavac?