“Ele é como a chuva de verão: desejada, perigosa e passageira”.
A frase, de uma autora desconhecida, mostra o desejo da maioria das pessoas pela chegada do verão, a mais quente e, talvez, uma das mais gostosas estações do ano em nosso País. Mas, ao mesmo tempo, também reproduz quase que fielmente como ele será, a partir do dia 21 de dezembro.
Em tempos de aquecimento global e ano de El Niño, fenômeno responsável pelo aquecimento da superfície do mar e que será o mais forte dos últimos 18 anos – as atenções dos especialistas e da população em geral às previsões climáticas deverão estar redobradas.
Segundo meteorologistas, o El Niño é o principal fator de clima observado na América do Sul, podendo trazer chuvas frequentes e causar cheias em partes do Brasil, Argentina e Uruguai na alta estação.
Prevenção
O verão é muito proveitoso financeiramente para os municípios brasileiros, especialmente os litorâneos. É comum o incremento em seus atrativos turísticos para receber os visitantes em busca de sol e mar e, assim, aquecerem suas atividades econômicas e aumentarem suas receitas.
Ocorre que, nesses tempos de constantes adversidades climáticas, o verão deixou de ser apenas a estação perfeita para “um bronzeado na praia”. Da diversão passou também a ser uma preocupação constante dos gestores públicos por mais investimentos em segurança e programas de prevenção às enchentes e deslizamentos, muito frequentes na região nessa época.
Sendo assim, a Defesa Civil da Prefeitura de Santos se mobiliza todos os anos para tentar prevenir os danos provocados pela chegada das chuvas de verão, com o Plano Preventivo de Defesa Civil (PPDC), além da capacitação de pessoas de diversos setores da sociedade para ajudarem no combate às ocorrências emergenciais. O cuidado do órgão municipal também é redobrado com o monitoramento constante de raios, recomendando que turistas banhistas e moradores saiam imediatamente da praia quando o tempo fechar.
Consciência
A Prefeitura santista foi precisa no combate às enchentes com o Cidade Sem Lixo. Sabedora que mais de 90% dos alagamentos são oriundos de detritos despejados incorretamente pela população, a Administração municipal implementou o programa que consiste na aplicação de multa para quem for flagrado jogando lixo em locais públicos.
O certo é que as pessoas também colaborem e nunca joguem lixo nas ruas, praias, encostas, córregos e outros locais. E quando falamos em lixo, é desde o papel de bala até móveis velhos, algo muito comum na Cidade. Além dessas complicações urbanas, quando o lixo vai para o mar, pode causar uma série de outros problemas, como a morte de animais marinhos e doenças nos humanos.
Bem, como ninguém quer passar o verão tendo de enfrentar enchentes e problemas de saúde, vamos fazer a nossa parte para curtir bem a alta estação na praia com alegria e saúde.
(*) Celso Évora – Interino
Deixe um comentário