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Segundo Turno

05 DE OUTUBRO DE 2022

Matemática eleitoral se apresenta mais favorável à vitória de Lula

A matemática favorece o candidato Lula, tendo em vista tendência histórica de distribuição entre os candidatos e a menor quantidade de votos disponíveis na disputa

Por: Humberto Challoub

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O ex-presidente Lula (PT) dificilmente deixará de vencer o segundo das eleições presidenciais caso se confirme a tendência histórica de redistribuição de votos que ocorre tradicionalmente entre os primeiro e segundo turnos das eleições gerais.

Especialmente se levado em conta os resultados revelados no último pleito presidencial disputado em 2018, quando o então candidato Jair Bolsonaro, filiado à época ao PSL, teve como principal adversário nas urnas o também petista Fernando Haddad.

Naquela oportunidade, o atual presidente alcançou no primeiro turno 49,2 milhões de votos, Haddad 31,3 milhões, enquanto todos os demais candidatos totalizaram 25,1 milhões, com 10,3 milhões de votos brancos/nulos e abstenção de 29,9 milhões de eleitores, o que representou 20,3% do total de brasileiros que deixaram de comparecer às urnas.

Ao que se viu no segundo turno, naquela oportunidade, foram poucas variações nos percentuais de votos brancos/nulos e da taxa de abstenção, que passaram, respectivamente, de 10,3 para 11 milhões, e de 29,9 para 31,3 milhões de abstenções, índice apenas 1% maior do que havia sido registrado em primeiro turno.

Em se tratando dos votos válidos, foram acrescidos no segundo turno de 2018 mais 24,2 milhões, distribuídos entre os dois candidatos que permaneceram na disputa.

Desse total, Bolsonaro obteve 8,5 milhões, cerca de 1/3 dos votos disponíveis, o que lhe assegurou a vitória com total de 57,7 milhões de votos.

Haddad, por sua vez, herdou os 2/3 restantes, acrescentando mais 15,7 milhões ao total de votos obtidos, que somaram 47 milhões.

Difícil reversão

Mantida essa tendência, caso o montante de votos nulos e brancos não seja ainda mais reduzido e também não ocorra um maior comparecimento às urnas que permita a diminuição do número de abstenções, candidato Bolsonaro (PL) terá que fazer esforço redobrado visando alcançar a votação suficiente para superar Lula, tendo em vista a pouca probabilidade de mudanças na opção dos eleitores que já votaram no primeiro turno.

Ambos os candidatos concentraram 108 milhões de votos, sendo 51 milhões milhões para o atual presidente e 57,2 milhões para o candidato petista, uma diferença a maior de 6,2 milhões de votos.

Mesmo não sendo tão significativa no universo total de eleitores, essa diferença representa uma importante vantagem se considerado os possíveis votos disponíveis que vão estar na disputa caso o quadro se mantenha inalterado.

Isso porque, a votação aos outros candidatos somou apenas 9,8 milhões, brancos e nulos totalizaram somente 5,4 milhões, enquanto que a abstenção repetiu a média de pleitos anteriores, de 20,9% (32,7 milhões), para um total de 156 milhões de brasileiros aptos a votar.

Diante desse quadro, a matemática favorece o candidato Lula, tendo em vista a tendência histórica de distribuição entre os candidatos e a menor quantidade de votos disponíveis na disputa.

Contudo, tudo leva a crer uma disputa acirrada, onde não se prenuncia a possibilidade de vitória de um ou de outro a partir de uma pequena diferença de votos, que só poderá ser conhecida quando a totalização do segundo turno chegar ao fim.

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