Nas eleições para o Governo de São Paulo, três nomes despontam nas pesquisas | Boqnews
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Eleições 2022

19 DE AGOSTO DE 2022

Nas eleições para o Governo de São Paulo, três nomes despontam nas pesquisas

Haddad. Tarcísio e Rodrigo Garcia buscam chegar no Segundo Turno

Por: João Pedro Bezerra

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Dez nomes disputam o cargo de governador do Estado de São Paulo, conforme registrado no Tribunal Superior Eleitoral (TSE). Diferentemente da disputa da Presidência da República, existe uma disparidade grande de gênero, afinal apenas uma mulher será candidata. O pleito terá os seguintes nomes concorrendo, Altino (PSTU), Antônio Jorge (DC), Carolina Vigliar (UP), Edson Dorta (PCO), Elvis Cezar (PDT), Fernando Haddad (PT), Gabriel Colombo (PCB), Rodrigo Garcia (PSDB), Tarcísio (REPUBLICANOS) e Vinicius Poit (NOVO). (detalhes no quadro).

 

A corrida pelo cargo no Palácio dos Bandeirantes promete ser acirrada, assim como aconteceu em 2018, quando Márcio França (PSB) foi para o segundo turno por uma diferença de menos de 100 mil votos para o terceiro colocado Paulo Skaf (MDB).

No segundo turno, também houve emoção, França foi derrotado para João Doria (PSDB) por 742 mil votos, de um total de 21 milhões de sufrágios válidos.

Cenário

Todas as pesquisas divulgadas revelam que três candidatos somam dois dígitos na intenção de voto. Fernando Haddad lidera 38% na pesquisa mais recente do Datafolha e conta com o apoio do

ex-presidente Lula. Contudo, ele também é o candidato mais rejeitado entre os entrevistados.
O ex-ministro da Infraestrutura, Tarcísio de Freitas (16%) e o atual governador Rodrigo Garcia (11%) disputam a segunda posição. Freitas tem o apoio do presidente Jair Bolsonaro.

Para a cientista política Clara Versiani, Haddad abriu uma diferença considerável e a briga deve ficar entre Tarcísio e Garcia para uma vaga no segundo turno com o ex-prefeito de São Paulo.

“Diferentemente do candidato do PT, os dois têm quase o mesmo perfil do eleitorado, que é de centro-direita. Já Haddad precisa buscar melhorar seu índice de rejeição para não ter problemas no segundo turno”, afirmou.

Fim do reinado?

28 anos de PSDB em São Paulo, sete vitórias em eleições: Mário Covas (1994 e 1998), Geraldo Alckmin (2002, 2010 e 2014), José Serra (2006) e João Doria (2018). Contudo, este reinado da sigla no Estado nunca foi tão ameaçado.

Clara Versiani salienta que o partido passou uma crise grande nos últimos anos. “A crise já vem desde a campanha do Geraldo Alckmin para a Presidência da República em 2018, quando ele ficou numa posição aquém do que era esperado para um partido do tamanho do PSDB. Mas no caso de São Paulo, a gente nunca pode subestimar a força de uma sigla que está há tanto tempo”, destacou.

Para se ter uma ideia do conflito dentro do partido, Doria venceu as prévias da sigla para disputar à Presidência contra o então governador do Rio Grande do Sul, Eduardo Leite, porém uma ala importante da legenda não foi favorável à ideia e Doria acabou desistindo da candidatura. Vale destacar que ele renunciou ao Governo do Estado para a disputa presidencial.

Influência

A eleição presidencial pode influenciar o voto do paulista para a disputa no cargo do Palácio dos Bandeirantes, afinal quem não lembra do famoso slogan do ‘BolsoDoria’, que agitou a campanha no segundo turno em 2018.

Para o cientista político Rafael Moreira, certamente haverá alguma influência entre as duas disputas. “A partir do momento que você tem uma eleição presidencial que afunila para duas candidaturas principais, uma parte do eleitorado vai procurar quem eles estão apoiando no Estado. Logicamente, isso não se aplica para todos os eleitores, pois cada um se move numa lógica diferente”, explicou. Entre os três nomes que estão na frente nas pesquisas, Haddad apoia Lula, Tarcísio – Bolsonaro e Rodrigo Garcia Simone Tebet, no qual seu partido indicou a senadora Mara Gabrilli para ser vice.

 

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