Meio ambiente e desenvolvimento são pautas convergentes, enfatiza Tripoli | Boqnews

Sociedade

02 DE AGOSTO DE 2022

Meio ambiente e desenvolvimento são pautas convergentes, enfatiza Tripoli

Com 40 anos de atuação política, o ex-deputado Ricardo Tripoli é um dos defensores das causas ambientais – e também animais.

Por: Da Redação

array(1) {
  ["tipo"]=>
  int(27)
}

Há 40 anos, Ricardo Tripoli disputava sua primeira eleição.

Jovem, elegeu-se vereador na Capital paulista.

Na ocasião, tinha como foco o meio ambiente, algo inusitado para pautas políticas à época.

Hoje, ele vê como o tema ganhou importância, vital para as cidades e nações.

Assim, colocou em prática suas ações voltadas ao setor: como deputado estadual, onde ocupou a presidência da Assembleia Legislativa (1995-1996).

Depois, migrou para Brasília, sendo eleito federal por três mandatos consecutivos (fevereiro de 2007 a fevereiro de 2019), sendo líder do PSDB, partido onde é um dos seus fundadores.

Muitas vezes foi para o outro lado do balcão da política: ou seja, deixou o Legislativo rumo ao Executivo.

Casos da prefeitura paulistana e no governo paulista, onde foi secretário de Estado, na gestão de Mario Covas.

E mais recentemente de seu neto, Bruno Covas, falecido no ano passado, ocupando  o cargo de secretário chefe na Casa Civil da prefeitura paulistana.

Vale lembrar que a despeito de todos os cargos públicos que ocupou, no MDB nos anos 80 até a fundação do PSDB, Tripoli sempre teve seu nome associado a um tema fundamental nos dias atuais: o meio ambiente.

Tema onde ele se tornou referência não só para entrevistas, mas como ações práticas.

Na política há 40 anos, Tripoli é uma das referências nas discussões ambientais no País. Foto: Jornal Enfoque

Ambiente e causa animal

Não bastasse, Tripoli foi um dos primeiros a associar à questão ambiental na prática política, assim como a defesa da causa animal.

Ao longo da sua trajetória, alguns temas se destacam: foi responsável pela elaboração de propostas para regulamentação ambiental (Plano Estadual de Gerenciamento Costeiro do Litoral Norte).

Além do programa de educação ambiental e de preservação da Mata Atlântica (PPMA)

Na região, foi um dos responsáveis pela proposta de retirada dos moradores dos bairros-cota de Cubatão, com a transferência de milhares de famílias que viviam ao longo da Via Anchieta rumo ao litoral.

Já na Câmara Federal, apresentou projeto do Código Federal de Bem-Estar Animal, integrou a Frente Parlamentar Ambientalista e ocupou a  presidência da Comissão Mista Especial de Mudanças Climáticas do Congresso Nacional só para citar alguns temas ambientais.

Após ver avanços na política ambiental do País, Tripoli hoje lamenta a situação que o País se encontra.

“A imagem atual do Brasil é muito ruim”, reconhece.

Ele citou o episódio onde o Brasil, já no governo Bolsonaro, abriu mão de sediar a COP – Conferência das Partes, uma convenção das Nações Unidos sobre Mudanças Climáticas.

Dados revelam que dos signatários do documento sobre o assunto, Brasil e México foram as nações que retrocederam na discussão climática.

Defendeu maior participação da Ciência nas discussões das mudanças climáticas e nas ações a serem desenvolvidas para minimizar os impactos ambientais no País, como já ocorre em cidades litorâneas.

Jornal Enfoque

Tripoli participou do Jornal Enfoque – Manhã de Notícias de segunda (1), onde falou sobre este e outros assuntos.

Para ele, é possível discutir meio ambiente com desenvolvimento.

“São matérias convergentes e não divergentes”, enfatiza.

O ex-deputado, que tenta voltar à Câmara Federal, citou os impactos que a retirada da mata ciliar  tem provocado nas alterações climáticas, colocando em risco não só o meio ambiente, mas também a população e a própria economia.

“Os impactos climáticos também afetam os econômicos”, enfatizou.

Dessa forma, citou como exemplo que estudos mostram que em razão das mudanças no clima países como Canadá e Rússia que tem áreas mais reduzidas em razão das baixas temperaturas poderão alterar o cenário com a elevação dos termômetros, que poderão torná-los novos players na produção de alimentos no mundo.

“Em especial a Rússia”, salientou.

Além disso, na pauta, a defesa da vida animal.

Assim, a ponto de ter lançado recentemente um e-book Animais em Condomínio, gratuito, que pode ser baixado em seu site ricardotripoli.com.br

Política

Assim, os 40 anos na política colocam Tripoli como um dos famosos ‘cabeças brancas’ do PSDB.

Não é à toa que ele conseguiu reunir na semana passada nomes de peso em um jantar oferecido em sua residência.

Além do governador Rodrigo Garcia, o encontro contou com nomes como Edson Aparecido, ex-secretário de Saúde de São Paulo e um dos nomes cotados para vice de Garcia, além de outros  tucanos de alta plumagem, como José Aníbal e Bruno Araújo, presidente nacional da legenda.

Dessa forma, o encontro teve tanto destaque que ganhou manchete no site da revista Veja.

“Estou respondendo à imprensa até hoje”, ri.

Se em âmbito estadual o PSDB conseguiu o maior arco de alianças nestas eleições no apoio a Garcia, no contexto nacional a legenda abriu mão de candidatura própria para apoiar Simone Tebet (MDB) à presidência.

Aliás, feito inédito desde a sua fundação, a qual Tripoli acompanhou de perto.

Assim, o PSDB indicou a senadora Mara Gabrilli (SP) como vice, após a desistência do também senador Tasso Jereissatti ao cargo.

Anúncio, aliás, ocorrido nesta terça (2).

Sem identidade programática

Portanto, com o cenário político, Tripoli enfatiza a importância da candidatura de Simone Tebet, mas reconhece que não será fácil quebrar a polarização Bolsonaro – Lula.

E assim, se tudo caminhar para um eventual segundo turno entre ambos, Tripoli, em particular, acha difícil os tucanos se aproximarem de Bolsonaro.

“Não há identidade programática com Jair Bolsonaro”, enfatiza.

Assim, vale lembrar que o vice de Lula é o ex-governador paulista e ex-tucano, Geraldo Alckmin.

Aliás, candidato do PSDB às eleições presidenciais em duas ocasiões, inclusive em 2018.

Além disso, Tripoli reconhece que ao término das eleições, o PSDB deverá fazer uma reflexão.

“Precisamos agregar novas lideranças e unir com os mais experientes”, enfatizou.

Antes, porém, o PSDB precisa aumentar sua bancada na Câmara Federal, hoje restrita a 21 deputados, a 9ª maior no Congresso

De qualquer forma, pouco para um partido que sempre foi protagonista nas eleições e chegou ao poder federal em duas ocasiões, com Fernando Henrique Cardoso (1995- 2003).

Confira o programa completo

 

 

Notícias relacionadas

ENFOQUE JORNAL E EDITORA © TODOS OS DIREITOS RESERVADOS

desenvolvido por:
Este site usa cookies para personalizar conteúdo e analisar o tráfego do site. Conheça a nossa Política de Cookies.