Em meio ao frio, à chuva e ao ar rarefeito das montanhas peruanas, o ciclista Marco Brandão, de Itanhaém, completou em 10 dias um percurso de bicicleta por regiões de alta montanha no Peru, durante o período de chuvas, enfrentando variações bruscas de temperatura e longas subidas.
A viagem foi realizada ao lado do professor de Matemática Aramis Júnior, de Paranaguá (PR). Eles pedalam juntos desde 2015 e esta foi a 12ª experiência da dupla pela América do Sul. A expedição começou no dia 7 de janeiro, com retorno ao Brasil após 16 dias, considerando o período total da viagem.
Portanto, o roteiro teve início em Huaraz, principal porta de entrada da Cordilheira Blanca. De lá, seguiram até Carhuaz e deram início ao circuito ao redor do Parque Nacional Huascarán, contornando a cordilheira e retornando pelo lado oposto.
Desafios e superação
Ao longo do caminho, enfrentaram longas subidas em estradas sinuosas, conhecidas como “caracoles”, além da travessia da Punta Olímpica, onde fica o túnel rodoviário mais alto das Américas. Assim, em alguns trechos, o altímetro marcou quase 5 mil metros, exigindo preparo físico e equilíbrio emocional.
“O ar é rarefeito, o ritmo muda e o frio castiga. Houve momentos em que precisamos parar para aquecer o corpo e recuperar as forças. Cada quilômetro em grandes elevações pesa no físico”, relata Marco Brandão.
Dessa maneira, o período de chuvas aumentou o grau de dificuldade. Eles enfrentaram lama, neblina e variações bruscas de temperatura ao longo do dia. Mesmo assim, o trajeto foi cumprido com ajustes pontuais de rota por causa das condições das estradas.
No caminho, a dupla conheceu a Quebrada de Llanganuco e a famosa Laguna 69, acessada por trilha a mais de 4 mil metros. Passaram ainda por vilarejos andinos, em contato com a cultura e a culinária da região.
Com parte do roteiro inviabilizada pelas chuvas, os viajantes decidiram seguir para Machu Picchu, onde realizaram caminhadas e subiram a montanha de Huayna Picchu, encerrando a experiência em um dos cenários mais emblemáticos do país.
“Foi uma das experiências mais duras que já vivemos, mas também uma das mais marcantes. Voltamos exaustos, porém realizados”, resume o ciclista de Itanhaém.
A próxima aventura ainda não tem destino definido, mas o objetivo segue o mesmo: explorar rotas de montanha e estradas desafiadoras, de preferência, fora do período de chuvas.
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