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17 DE ABRIL DE 2009

Ao som do bandolim

Considerada a primeira manifestação de música popular urbana brasileira, o choro, apesar do nome,é um ritmo agitado e alegre que exige dos músicos técnica e domínio do instrumento. O conjunto é geralmente formado por um ou mais instrumentos como o violão de 7 cordas, violão, bandolim, flauta, cavaquinho e pandeiro que, juntos, formam o ritmo […]

Por: Da Redação

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Considerada a primeira manifestação de música popular urbana brasileira, o choro, apesar do nome,é um ritmo agitado e alegre que exige dos músicos técnica e domínio do instrumento.

O conjunto é geralmente formado por um ou mais instrumentos como o violão de 7 cordas, violão, bandolim, flauta, cavaquinho e pandeiro que, juntos, formam o ritmo caracterizado pelo improviso.

A história do choro (ou chorinho) começou na segunda metade do século XIX com um pequeno movimento de músicos formado por negros recém libertos e comerciantes. Já no século XX, o ritmo ganhou projeção como um dos mais importantes do Brasil, difundido principalmente por Chiquinha Gonzaga, Villa-Lobos e Pixinguinha.

Os primeiros conjuntos de choro surgiram por volta de 1880, no Rio de Janeiro, e eram formados por músicos que se reuniam nos subúrbios cariocas ou em suas residências. O nome Choro veio do caráter choroso da música na qual esses pequenos conjuntos faziam e foi o recurso utilizado pelo músico  para tocar, do seu jeito, a melodia importada que era consumida pelo público, a partir da primeira metade século XIX.
Alguns dos choros mais conhecidos, como Tico-Tico no Fubá, Brasileirinho e Carinhoso, são ouvidos por várias gerações até os dias de hoje.

Cultura
Em Santos, o Choro tem ganho um espaço cada vez maior.  Além das apresentações semanais que acontecem na praça Luiz La Scala, ao lado do Aquário,  na Ponta da Praia, alguns espaços comerciais, como restaurantes e bares, abrigam as apresentações de grupos locais.
“O choro está se propagando entre os jovens, em âmbito nacional, pois eles tentam se encontrar entre os estilos musicais”, diz o presidente do Clube do Choro de Santos, Marcelo Laranja.



Ele ressalta que, apesar da evidência que o ritmo ganhou nos últimos tempos, o choro jamais esteve fora de moda. “Os modelos de música estrangeira tiram a visão cultural do brasileiro. Nossa cultura é maravilhosa e essa mesmice e falta de qualidade do mercado musical, com o axé e o  pagode, por exemplo, não têm valor cultural e não podem ser consideradas  músicas brasileiras”, argumenta.

O Clube do Choro surgiu em 2002 com o objetivo de realizar eventos que promovessem a cultura brasileira. Formado basicamente por músicos, o clube se reúne frequentemente para tocar o ritmo e elaborar novos projetos. “Queremos criar uma escola de choro dentro do clube”, comenta. 

Quando o assunto é a prática do choro, Marcelo defende o ritmo e coloca-o em um patamar ainda mais elevado: “Acredito que nos próximos anos será o choro que vai salvar a cultura e a música brasileira”, acredita.

Para que a população tenha acesso à  música, Marcelo aposta nas apresentações gratuitas, cada vez mais frequentes na Cidade, como o Chorinho no Aquário, que acontece há dois anos. “É preciso que a juventude tenha contato com música de qualidade para que o Choro perca esse ranço de antigo”, afirma.

Comemorações
Na próxima quinta (23) comemora-se o Dia Nacional do Choro, e em homenagem ao nascimento do mestre do estilo, Pixinguinha, a data também se tornou oficial em Santos. 

Na  quinta (23), a partir das 20 horas, haverá apresentação do grupo paulista de choro Coxixando, no Teatro Guarani. Quem inicia o espetáculo são os Meninos do Choro de São Vicente, do Centro Educacional Recreativo – CER.  A entrada é gratuita.

A programação prossegue no sábado (25) às 10h, na Praça Mauá, com apresentações de roda de samba. No mesmo dia, a partir das 19h30, o foyer do Teatro Coliseu recebe o grupo Tem Gato no Fogão de Lenha, com entrada gratuita. Em seguida, o palco do Teatro recebe a roda de samba da Ouro Verde e os músicos Elton Medeiros e Luizinho 7 Cordas. A entrada custa R$ 10.

Outras atrações
O Sesc também presta homenagem ao choro. O grupo Chorando de Novo se apresenta na Lanchonete  na quarta (22), a partir das 18 horas, com entrada franca. Na quinta (23),  Zé Barbeiro e grupo prestam homenagem ao Dia Nacional do Choro, a partir das 21h30, no Bar do Sesc. Ingressos a R$ 8,00 (inteira). Informações 3278-9800.

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