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Bruxinho fenomenal

Sempre que um filme é feito baseado em livro de sucesso é natural que haja uma grande movimentação de fãs,…

17 de julho de 2009 - 20:39

Da Redação

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Sempre que um filme é feito baseado em livro de sucesso é natural que haja uma grande movimentação de fãs, livrarias e até locadoras. As estantes voltam a ser enfeitadas com adereços referentes ao livro, que é exposto em destaque. Já algumas lojas aproveitam e deixam os DVDs dos filmes anteriores à mostra, de olho em curiosos e mesmo em pessoas que já acompanham a série, mas gostam de recordar “o último capítulo”.

O fenômeno voltou à tona com a estreia de Harry Potter e o Enigma do Príncipe, sexta aventura da série literária da autora inglesa J.K. Rowling, cuja estreia  nos cinemas ocorreu nos primeiros minutos da quarta-feira (15), quando as salas da Cidade já estavam lotadas de fãs de diversas faixas etárias. Alguns, inclusive, trajados com as roupas dos principais personagens, como Rony Weasley, Hermione Granger, Alvo Dumbledore, Draco Malfoy, e, claro, do próprio Harry Potter.

Um dia depois, na quinta-feira (16), o sucesso da franquia ficou claro com as longas filas de espera e com as sessões que rapidamente se esgotaram. No Cine Roxy, por exemplo, às 18 horas, já não havia entradas para qualquer exibição até às 23h30, cujos ingressos também estavam se esgotando.

No Cinemark Praiamar, às 18h40, as vendas só ocorriam para as sessões das 20h50 (dublado) e 21h30 (legendado). Na primeira, às 20 horas, a fila para entrada se estendia até metade da praça de alimentação do shopping, ultrapassando-a por completo após 20 minutos.

A predominância nas filas era de jovens entre 12 e 16 anos, embora também houvesse casais acima dos 20 anos e até mesmo adultos sem crianças à espera do começo do filme. O que vai além do público que usualmente lê os livros assinados por Rowling, que começaram a ser vendidos em português, no Brasil, a partir de 2000 (veja quadro com resumo dos livros anteriores que chegaram às telas antes do Enigma do Príncipe).

Perfil
Já na sala, os gritos, principalmente de meninas, quando apareciam Harry, interpretado pelo ator inglês Daniel Radcliffe, e seu amigo Rony Weasley, encenado por Rupert Grint, eram claramente notados, evidenciando que, além da história em si, os atores também são um dos chamarizes de parte do público.

Gritos que se tornaram lamentos quando Rony acaba beijando outra personagem, Lilá Brown, e a câmera se volta para o rosto de Hermione, interpretada por Emma Watson, que fica desesperada — a maioria do público em geral aposta em um casal formado pelos dois amigos de Harry no fim da saga.

Público esse que cresceu de maneira semelhante à intensidade das aventuras de Harry e seus amigos. Se no primeiro livro/filme, Harry Potter e a Pedra Filosofal, praticamente não ocorreram momentos de ação, esse cenário foi se modificando conforme o andamento das histórias e da própria vida dos personagens.

Na quarta obra da série, Harry Potter e o Cálice de Fogo, já há inclusive uma morte, que é diretamente descrita. Já em Harry Potter e a Ordem da Fênix, o bruxinho dá seu primeiro beijo — Harry já tem seus 15 anos.

Crítica
O filme é considerado o mais “adulto” da série. Em sua crítica ao site especializado em cinema Omelete, Erico Borgo realçou justamente a valorização aos relacionamentos entre os personagens. “(O filme) Examina os laços de amizade (e mais alguns) entre Harry, Rony e Hermione, e também a relação do Menino-Bruxo e seu mentor, Dumbledore”, relatou.

Borgo completou: “A adolescência dos protagonistas, que havia começado a ser explorada em A Ordem da Fênix, agora é fundamental à trama, recheada dos conflitos e questionamentos dessa fase. Até a sabe-tudo Hermione fica sem ação diante de situações às quais não encontra respostas nos livros”.

Essa também é a obra mais “sombria”. A jornalista Isabela Boscov destacou, em sua crítica de cinema para a revista Veja, a produção visual criada para o longa-metragem. “Utilizou-se primeiro uma paleta de cores fechada, que privilegia o chumbo e torna os tons vivos. Fez uma faxina nos sets, para fazer da escola de bruxos Hogwarts um ambiente medieval. Por fim, há uma ênfase no rosto dos atores”, qualificou.

O natural reflexo de uma produção dessas se dá nas lojas, especialmente as de filmes. Embora não se tenha dados, a gerente da locadora Blockbuster, da Aparecida, Maristela Santana, a estreia do filme  fez crescer a movimentação de fãs à procura dos outros longas já lançados.

“A venda e a locação dos filmes anteriores tiveram um boom nessas últimas semanas. E quando o filme chegar em DVD, a expectativa é a de que deixemos uma prateleira exclusiva para este e os outros longas da série”, explica.

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