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Mundo dos Pets

Saiba como manter seu pet saudável no inverno

Os animais de estimação também sentem as mudanças de temperatura, e precisam de cuidados para evitar problemas de saúde

19 de junho de 2019 - 10:00

Ana Carol

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A estação mais fria do ano começa oficialmente nesta sexta (21), e devemos adotar cuidados especiais com nossa saúde e proteção.

Com os animais de estimação, não é diferente. Nessa época, eles ficam suscetíveis a algumas patologias, especialmente os filhotes e os idosos.

As veterinárias Carla Sadocco e Karla Vicentim, da clínica SPet Santos, esclarecem o que deve ser feito para cuidar da saúde deles.

Assim como os humanos, os pets podem desenvolver problemas nas articulações, como artrose e displasia, agravados no frio.

Com a dor, eles passam a interagir menos com os tutores e outros animais, podem perder apetite, emagrecer e, além disso, desenvolver comportamento agressivo.

Para o bem-estar deles, é necessário mantê-los aquecidos e observar os sinais.

As temperaturas frias provocam queda na imunidade.

Dessa forma, cães e gatos podem desenvolver diferentes doenças, e os tutores devem prestar atenção em mudanças de comportamento e sintomas.

Patologias

Os cães são bastante acometidos pela traqueobronquite infecciosa canina – conhecida como tosse dos canis, mas também chamada de gripe canina.

De transmissão bacteriana, pode ser associada também a vírus.

Espirros, secreções pelos olhos, nariz e boca, chiado respiratório e febre são alguns dos sintomas, além da tosse, que pode ser confundida com engasgos.

O tratamento geralmente é feito com xaropes, anti-inflamatórios, repouso e hidratação.

Em locais com mais de um cachorro, é recomendado separá-los, devido à alta contagiosidade da doença.

Nos gatos, a rinotraqueíte viral também é altamente contagiosa.

Os felinos apresentam secreções nasais, oculares, espirros e febre.

Além do tratamento contra os sintomas, deve ser fornecido alimento, água e ambiente confortável para que o organismo do pet enfrente a infecção.

É importante ressaltar que os humanos não transmitem gripe aos pets. Portanto, para prevenir essas e outras patologias, é necessário manter as vacinas do pet em dia.

Além disso, os tutores nunca devem medicar o pet sem consultar um veterinário antes.

O profissional deve ser o responsável pelo diagnóstico, feito por meio de exames físicos e complementares.

 

Os animais de estimação dão sinais de que algo está errado, e o dono deve ficar atento à saúde do pet. Foto: Pixabay

Outras condições

O frio leva os animais à tendência de se lamber mais, consequentemente engolindo mais pelos.

Nos gatos, isso pode levar à constipação intestinal, já que os pelos podem formar bolas no estômago.

Por outro lado, os cães podem desenvolver lesões na pele. Para evitar esses problemas, os pets devem ser escovados diariamente.

Banho e tosa

No inverno os banhos devem ser tomados com menor frequência, em dias de temperaturas amenas e com água morna.

As veterinárias explicam que o ideal é secar completamente o pet, e evitar sair de casa por 30 minutos após o banho.

Como o pelo do animal é uma forma de proteção, as tosas mais curtas devem ser evitadas, especialmente nos animais mais velhos.

 

O comportamento dos felinos muda com as temperaturas mais baixas, e eles buscam por lugares mais aquecidos ou que produzam calor. Foto: Pixabay

Roupa

Com as temperaturas mais baixas, muitos tutores recorrem às roupinhas para proteger o pet do frio, sobretudo os idosos e filhotes.

Entretanto, muitos relutam em aceitar vestimentas, processo que requer paciência.

O primeiro passo é escolher uma roupa confortável e do tamanho adequado.

Oferecer petiscos à medida em que a roupa é colocada fará o animal entender a experiência como algo positivo.

Na fase de adaptação, ele deve ficar vestido por poucas horas, não o tempo todo.

Além disso, é ideal trocar a roupinha a cada dois dias, a fim de evitar acúmulo de sujeira, umidade e até proliferação de fungos.

Xô, preguiça!

As temperaturas mais baixas também deixam os pets mais indispostos para atividades físicas.

Dessa forma, o tutor deve estimular brincadeiras para gastar energia acumulada.

Os passeios devem ser feitos em dias de temperaturas amenas, evitando muita exposição ao vento e chuva.

Além disso, quando possível, é importante brincar e correr com o animal durante as saídas.

 

Assim como os humanos, é necessário manter o corpo dos pets em movimento até nos dias mais frios. Foto: Pixabay

Animais silvestres

Não são só cães e gatos que sentem as mudanças de temperaturas. O veterinário André Luís Andrade, da Clinvet em Santos, cita os cuidados com os “petsilvestres” nessa estação.

Os répteis – lagartos, cobras, jabutis, cágados, entre outros – costumam ser os mais afetados. Portanto, eles necessitam de uma fonte de calor a todo momento.

Para a maioria deles, a temperatura ideal fica em torno de 28 graus.

Por outro lado, as aves devem ser mantidas em ambientes que ofereçam proteção contra chuva, vento e frio extremo.

Já os roedores, por serem “peludinhos”, conseguem manter-se aquecidos no conforto da casinha e no substrato – serragem, por exemplo – utilizado nas gaiolas.

Esses animais, como coelhos e chinchilas, explica o veterinário, sofrem mais com o calor do que com o frio.

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