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Cinema

28 DE JANEIRO DE 2015

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Santos é uma das cidades que mais respira cinema no Brasil

São aproximadamente 1,5 milhão de espectadores por ano na Cidade

Por: Da Redação

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Uma Cidade que respira cinema. Tradicional em abrigar um número expressivo de cinemas de rua, Santos ainda é protagonista no cenário cinematográfico brasileiro. Atualmente, a cidade ostenta o título de uma das maiores médias proporcionais de expectadores do País. São aproximadamente 1,5 milhão de espectadores por ano. Ou seja, uma média de 3,5 idas ao cinema por habitante. Mais que o dobro da média nacional que atinge 1,3 idas ao cinema per capta. Os dados são da Revista Filme B e Ancine.

Cartão postal do Cassino Recreio Miramar circulado por volta de 1928. (Foto enviada a Novo Milênio por Ary O. Céllio)

Cartão postal do Cassino Recreio Miramar circulado por volta de 1928.
(Foto enviada a Novo Milênio por Ary O. Céllio)

Passado e presente
De acordo com o portal Novo Milênio (site que reúne histórias e lendas de Santos), a primeira referência de cinema na Cidade data de mais de cem anos no passado. Mais precisamente, em junho de 1897, quando a firma Fernando & Queiroz fez uma exibição pública de ‘fotografia animada’ no extinto Cassino Recreio Miramar, que ficava entre a Avenida Conselheiro Nébias e Rua Oswaldo Cruz. Fato ocorrido dois anos após a primeira exibição dos irmãos Lumière na França.

O primeiro filme falado exibido em Santos surgiu em 1926. Por volta de 1930, Santos já era a cidade brasileira com o maior número de salas por habitante, o que chamou a atenção de investidores como Antonio de Campos Júnior, ex-procurador da Associação dos Exibidores de São Paulo. Com a exibição do filme Cântico dos Cânticos, dos Estúdios Paramount, ele inaugurou na Avenida Ana Costa, em 15 de março de 1934, o Cine Roxy, o único cinema de rua remanescente e que completou 80 anos de existência no ano passado.

“O Cine Roxy não fechou as portas porque se modernizou. Hoje temos tecnologias de exibição que não devem a nenhum cinema no mundo. Houve também uma vantagem por conta da localização. Muitos dos cinemas de rua dos anos 50 ficavam no Centro. Atualmente, o Gonzaga é o polo de lazer de Santos”, justifica Antônio Campos Neto, o Toninho Campos, atual administrador geral do Cine Roxy.

O empresário diz que ao contrário do que se pensa, a indústria cinematográfica continua crescendo no País mesmo com a popularização da internet, o índice de pirataria e os serviços sob demanda. “Esse fatores acabam criando mais público. Potenciais expectadores não deixam de ir ao cinema para assistir um filme que gostam. Existe ainda a interação social e qualidade técnica que só o cinema oferece”.

Salas
Atualmente, Santos conta com 24 salas de cinema. São dez no Cinemark, nove no Cine Roxy, três no CinEspaço Miramar. Cine Arte Posto 4 e Júlio Dantas têm uma sala cada. Nos finais de semana, existe ainda a opção da tradicional Cinemateca de Santos e da recente Sala Toninho Dantas, no Centro Cultural da Zona Noroeste.Isso sem contar com os espaços de exibição esporádica como o Sesc e o Cineclube Lanterna Mágica, localizado na Unisanta. Além da recém reformada e adaptada, Chico Botelho, no Museu da Imagem e do Som de Santos (MISS), que recebeu a abertura do último Curta Santos. A Coordenadora de Cinemas da Secretaria de Cultura de Santos, Raquel Pellegrini afirma que “esses espaços públicos são uma forma bacana de democratizar a cultura e formar um formar um público mais crítico”.

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Projetos
Outra característica cinematográfica de Santos são projetos audiovisuais realizados ao longo do ano. Tais como o Cine Comunidade, que leva animações de cunho educativo e cultural para regiões mais carentes da Cidade; O Cine Retrô, cujo função é resgatar clássicos do cinema, sempre com um bate-papo enriquecedor; E o Cineclube Maurice Legeard, um espaço de discussão sobre o cinema alternativo (não acessível através das salas comerciais) idealizado pelos estudantes de cinema Rodrigo Zerbetto, Vitor Alencar, Gabriel Peres e Bruno Arrivabeni.

Produção local
O crescimento vertiginoso da produção local por jovens é mais uma das características do atual cenário audiovisual santista. Limbo, Azul da Cor do Mar, Tempo é Morfina, Anamnese, O Jogo, Tormenta, Anseios que Permeiam meus tempos de Paz são apenas alguns das dezenas de curtas metragens produzidos recentemente na região.

A expectativa é que a quantidade e qualidade de produções como essas aumente ainda mais por conta do trabalho das Oficinas Querô, um projeto social idealizado e mantido pelo Instituto Querô que fornece aulas de formação audiovisual para jovens de baixa renda da Baixada Santista.

“Acreditamos que por meio da educação e da arte, toda transformação é possível. O cinema foi uma das formas que encontramos de estimular esse pensamento criativo do jovem e fazer ele perceber que é possível ir além e sair daquele quadro vulnerável em que está inserido”, conta Tammy Weiss, coordenadora das Oficinas Querô. Em nove anos de existência, as Oficinas Querô já capacitaram cerca de 250 jovens, produziu 84 filmes e conquistou 41 prêmios em diferentes festivais e mostras de cinema.

Festivais
No ano passado, a Cidade recebeu várias edições de mostras e festivais novos e experimentados. Entre eles o Festival Varilux de Cinema Francês (abril), o 12° Curta Santos (agosto), 3 ª Mostra Ecofalante de cinema ambiental (novembro, 1° Nerd Cine Fest e a Mostra Internacional de Cinema de São Paulo (dezembro).

A maior festa do cinema também marca presença em Santos. Pela vigésima primeira vez, a tradicional palestra do Oscar com Waldermar Lopes ocorre no próximo dia 19 de fevereiro. A entrada é franca, mas pede-se a gentileza de um quilo de alimento não perecível A retirada de ingressos começará no dia anterior, na bilheteria do cinema.

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